Dilma visita Congresso sem a companhia de líderes aliados

Por Nivaldo Souza - iG Brasília |

compartilhe

Tamanho do texto

Presidente participou de solenidade pelos 25 anos da Constituição sem a presença de chefes partidários da base e no final mandou beijos para não falar de Marina Silva

A presidente Dilma Rousseff fez uma visita silenciosa de quase duas horas ao Congresso Nacional nesta quarta-feira (9) para participar da solenidade de 25 anos da promulgação da Constituição Federal. Diferentemente da visita feita em agosto, num claro gesto para se reaproximar da base aliada, Dilma não foi recebida por líderes de partidos apoiadores de seu governo.

Congresso: Dilma diz que está em fase de 'grandes beijos' com todo o Brasil

Leia mais: Mais de cem dispositivos esperam regulamentação há 25 anos

Infográfico: os 25 anos da Constituição Federal

O grupo da presidente, composto pela ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e Alexandre Padilha (Saúde), foi recebido pelos presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

Alan Sampaio / iG Brasília
Dilma participou na Câmara da solenidade de 25 anos da promulgação da Constituição


Foi a quarta vez que Dilma visitou o Congresso em quase três anos de governo e, desta vez, foi a mais calada das visitas. Ao contrário da ida em agosto, quando elogiou o trabalho de deputados e senadores, a presidente se manteve quieta e evitou a imprensa com um forte esquema de segurança e poucas frases.

Ao ser questionada sobre a aproximação de Marina Silva e Eduardo Campos, Dilma mandou beijos. "Estou numa fase de beijos", disse. Interpelada pelo iG se os beijos seriam para o Congresso, com o qual ainda vive momento de tensão na coordenação de sua banda, a presidente disse que a fase "era com o Brasil".

A presidente também escapou da pergunta de jornalistas sobre como avaliava o avanço da inflação, que no ano soma alta de 3,79% no ano e 5,86% em 12 meses,conforme divulgado hoje pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do IBGE. "Fiquei muito animada com a votação do Mais Médicos", desconversou.

MP do Mais Médicos: Câmara aprova texto e adia votação de destaques

Jobim defende reforma da Constituição: ‘Modelo eleitoral está esgotado’

A ausência de líderes aliados foi minimizada pelo comandante do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP). "Houve uma melhora na relação (do Palácio do Planalto com o Congresso) na medida em que ela (Dilma) está se reunindo com os líderes da base pessoalmente", afirma.

O deputado garante ainda que a relação não está mais concentrada "nem na Ideli (Salvatti, ministra de Relações Intencionais) ou nenhum outro ministro', mas sim pela própria presidente.

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas