Área pública de porto foi cedida a empresas

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento | - Atualizada às

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Indiciados teriam permitido instalação de escola, empresa de guincho e boate na área pública sem licitação em SC

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Os dois dirigentes do porto público de Laguna, em Santa Catarina, acusados de desvio e indiciados pela Polícia Federal - Denise Barreto Pegorara Antonio e Luis Miguel Durek Rivas - permitiram a instalação de uma escola particular, uma empresa de guincho e uma danceteria na área pública do terminal, sem licitação. Chefe do núcleo de apoio do porto, Denise seria amiga íntima da proprietária da escola. A denúncia foi feita pelo Sindicato dos Trabalhadores Portuários de Laguna. A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) comprovou que não houve licitação. Mesmo se tivesse, a utilização de áreas do porto para esse fim é irregular. O porto é comandado por petistas e Denise e Rivas seriam ligados à ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti.

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Em inquérito que apurou as irregularidades, há carta de um militante do PT, ligado à corrente Construindo um Novo Brasil, pedindo cargos a ministra. Ela nega e diz que as nomeações “foram feitas pela administração anterior da prefeitura de Laguna”. Denise Pegorara continua no cargo. Ela foi procurada pela coluna, mas não retornou. Rivas não está trabalhando, segundo funcionários. Não foi encontrado. O porto é administrado pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). A empresa não havia sido informada sobre a cessão das áreas. A escola não pagava aluguel. A empresa de guincho desembolsava R$ 1,8 mil ao mês. Outras despesas também ficavam na conta do porto. Uma auditoria da Codesp comprovou as irregularidades. Um dossiê distribuído também denunciava “superfaturamento, conluio com empresários e recursos públicos desviados para contas pessoais”.

Última coluna: PT vê risco de confusão em acordo de Campos e Marina

Rede acusa servidores

Funcionários de prefeituras cedidos a cartórios e vindos de administrações “contrárias à viabilização da Rede” teriam sido responsáveis pelo veto às assinaturas coletadas pelo grupo de Marina, segundo o vereador paulistano Ricardo Young.

“Tem a ver com os prefeitos”, diz Young

Young, empresário e quadro da Rede, diz que a “anomalia nas assinaturas” causou muita estranheza. “Tinha relação com os partidos dos prefeitos. Os cartórios têm muitos funcionários cedidos de prefeituras”, acusa.

PTB ganhou mais um deputado

Na reta final do prazo de filiações, o PTB paulista conseguiu a adesão do deputado Luciano Batista, que desligou-se do PSB. Ex-presidente da Câmara de São Vicente, ele foi eleito em 2010, mas só assumiu dois anos depois. Seu registro havia sido indeferido pelo TRE.

Se for para ganhar para continuar refém da velha República, para governar tendo que distribuir pedaços do Estado, então, não precisa ganhar”

Marina Silva, sobre necessidade de ampliar alianças Assembleia de Deus recebe Padilha

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, esteve sábado em um culto da Igreja Assembleia de Deus, em São Paulo. Foi cumprimentar o pastor José Wellington, presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus. O fato de receber Padilha já é um indicador de que o ramo evangélico deve apoiar o ministro.

Petistas de olho nas igrejas

O coordenador da campanha de Padilha, Emídio de Souza, conversa com os partidos da base de Dilma, entre eles o recém-criado Pros. O interlocutor da sigla é o deputado Salvador Zimbaldi, da Renovação Carismática Católica. Também vai se reunir com o PRB, ligado à Igreja Universal, do bispo Macedo, um aliado de Dilma, mas também de Alckmin em São Paulo.

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