Aliança Marina e Campos marca mudança no padrão da disputa política, diz Tarso

Por Agência Estado |

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Para o petista e governador do Rio Grande do Sul, a eleição não será mais uma disputa entre as memórias dos governos FHC e Lula-Dilma, mas sobre o futuro

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Para Tarso Genro, ainda é cedo para se ter um diagnóstico da aliança Rede e PSB

O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, avaliou nesta segunda-feira (7) que a aliança Marina Silva e Eduardo Campos muda a disputa eleitoral. "Não vai ser mais uma disputa entre a memória do governo Fernando Henrique Cardoso e a memória dos governos Lula e Dilma Rousseff". "Vai ser uma disputa sobre o futuro, o que é que os candidatos e coalizões políticas dizem que vão fazer do que conquistamos até agora. É uma mudança do padrão da disputa política", acrescentou, em conversa com jornalistas. Depois de ficar sem partido após a Justiça Eleitoral negar registro à Rede, Marina Silva anunciou no último sábado apoio à candidatura do governador de Pernambuco à Presidência da República.

Ainda na avaliação de Tarso, "quem esvazia num primeiro momento sua potencialidade eleitoral" é o senador Aécio Neves (PSDB-MG), "que aparentemente não tem para onde se mover". "Mas a gente não sabe ainda o grau de integração entre Marina, Heráclito (Fortes, que deixou o DEM e se filiou ao PSB) e o Eduardo Campos. Isso temos que examinar quando eles apresentarem o programa de governo. É cedo para ter um diagnóstico", ressaltou.

Lula

Tarso disse que sua opinião foi externada ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com quem o governador se encontrou nesta segunda em São Paulo. "Lula apenas ouviu", ressaltou. Participaram também da reunião o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, o deputado estadual Rui Falcão, o ex-secretário de Política Econômica Luiz Gonzaga Belluzzo e o senador Wellington Dias (PT). O objetivo do encontro foi discutir a "conjuntura econômica".

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