Em nota, Rede afirma que mobilização permanece 'inabalável'

Por iG São Paulo |

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Organizadores do partido dizem que rejeição de registro é 'tão somente em um atraso no processo irreversível de reformas do País'

Agência Brasil
Marina Silva tenta viabilizar a Rede Sustentabilidade a tempo das eleições de 2014

Após ter o registro negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Rede Sustentabilidade divulgou uma nota nesta sexta-feira (4) na qual diz que sua mobilização continuará “inabalável nos próximos dias, meses e anos”, e que a decisão resulta “tão somente em um atraso no processo irreversível de reformas do País”. O partido idealizado por Marina Silva teve sua validade não reconhecida pela Justiça Eleitoral na noite de ontem, por não ter conseguido recolher todas as 492 mil assinaturas previstas em lei.

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Os mobilizadores da Rede contestam a rejeição de 95 mil fichas de apoiamento, que teria ocorrido sem justificativa pelos cartórios eleitorais. Com o registro negado, o partido, que teve 442 mil fichas validadas, fica de fora das eleições do ano que vem.

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Nesta tarde, a executiva da Rede se reúne para decidir o futuro de Marina e de seus apoiadores, se eles deverão se filiar a algum partido ou se ficarão de fora do pleito de 2014. Entre os partidos que assediam Marina estão o PPS, PEN, PDT e PTB.

Leia a íntegra da nota da Rede:

“A votação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), contrária à criação da Rede Sustentabilidade, não representa uma derrota nem aos seus membros nem à população brasileira que apoia uma nova forma de fazer política no país. Isso resulta tão somente em um atraso no processo irreversível de reformas do país. Com o resultado, a #rede irá avaliar com sua executiva provisória e seu corpo jurídico todas as ações cabíveis para viabilizar a existência do partido, garantida pela Constituição. Essa determinação dos membros da #rede é não apenas um desejo nosso, mas uma obrigação para com os 900 mil cidadãos que apoiaram diretamente a criação da Rede Sustentabilidade e os milhões de brasileiros que esperam por mudanças profundas nesse país, as quais os atuais partidos e a atual estrutura do Estado não permitem tornar realidade.

A Rede Sustentabilidade considera o resultado proferido pelo TSE uma clara demonstração dos entraves burocráticos que os brasileiros têm de enfrentar. Exigências descabidas e ilegais por agentes do Estado, atrasos injustificados e regras inaplicáveis foram alguns dos entraves enfrentados pela #rede ao longo do processo de criação do partido. Da mesma forma, ficou evidente a estrutura precária do Estado brasileiro, incapaz de cumprir as leis que ele impôs a si mesmo. Cartórios com pessoal sem treinamento; falta de insumos básicos para executar o trabalho; inconsistência generalizada nos dados utilizados para comparação das assinaturas. Tudo isso culminou em uma situação paradoxal, quase esquizofrênica, na qual o mesmo órgão que exige o cumprimento da lei que prevê 492 mil assinaturas certificadas para aprovar a criação de um partido, não exige o cumprimento de outras que permitiriam viabilizar as certificações nesse montante, como a validação das assinaturas em até 15 dias ou a obrigatoriedade de se justificar todo ato administrativo.

A mobilização da Rede Sustentabilidade continuará inabalável nos próximos dias, meses e anos. Nossos apoiadores acreditam na causa pela qual lutam e se manterão firmes no objetivo de democratizar a democracia brasileira.”

Leia tudo sobre: Marina SilvaRedeEleições 2014

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