'Tenho um plano A e continuo no plano A', diz Marina após derrota no TSE

Por Nivaldo Souza - iG Brasília | - Atualizada às

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Rede está fora das eleições de 2014, mas ex-senadora reúne articuladores do partido para decidir o que fazer

Após a derrota no TSE, que rejeitou por seis votos a um a criação da Rede Sustentabilidade, a ex-senadora Marina Silva evitou falar sobre 2014 e reunirá os articuladores do partido para decidir o que fazer. Uma saída para Marina é a filiação a outro partido até 5 de outubro, um plano B que ela continua descartando.

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“Tenho um plano A e continuo no plano A, que é a Rede Sustentabilidade. E ela continua como projeto político”, afirmou após o resultado do julgamento. A Rede também não deve recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) a pedido da própria Marina, que considera essa via um caminho desnecessário.

Alan Sampaio / iG Brasília
Marina Silva após TSE rejeitar o registro da Rede Sustentabilidade

Ainda sobre a Rede, Marina diz que não quer apenas o registro, mas que a sigla seja um partido político para o País. “O registro é questão de tempo. A Rede provou que temos representação social em todo o País. Vamos discutir entre nós agora. Não temos o registro legal, mas temos o registro moral”, afirmou a ex-senadora.

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A presença da ex-senadora em 2014 é tida como fundamental porque, em 2010, com os seus quase 20 milhões de voto, ficou em terceiro lugar e foi a responsável por levar a disputa ao segundo turno.

O ministro do STF Gilmar Mendes, que substituiu Dias Toffoli no TSE, foi o único que votou favoravelmente a Marina e foi aplaudido pelos organizadores da Rede que estavam no tribunal. O ministro questionou a invalidação de 95 mil assinaturas nos cartórios “sem justificação expressa”. “Essa contagem de assinatura e verificação de firma é de um Brasil do passado”, disse Mendes ao defender atualização da Justiça e informatização dos cartórios. Existe, segundo ele, uma situação de abuso que justifica o reconhecimento das assinaturas invalidadas. “Não se trata de descumprir a legislação, mas de aplicar a legislação”, afirmou.


A falta de 50 mil assinaturas também foi o argumento usado pelo vice-procurador eleitoral Eugênio Aragão para dar parecer contrário à obtenção do registro da sigla, o que foi seguido pelos demais ministros do TSE. Para ser criado, o partido precisava validar 0,5% dos votos registrados na última eleição para a Câmara dos Deputados, ou seja, 492 mil assinaturas, mas chegou a 442.500.

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