Futuro de Serra pode ser a Câmara dos Deputados

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

compartilhe

Tamanho do texto

Segundo políticos tucanos, em caso de uma vitória do senador Aécio Neves na disputa pela Presidência, ex-governador de São Paulo se tornaria presidente da Câmara

Brasil Econômico

Políticos tucanos avaliavam ontem que o ex-governador José Serra, após decidir continuar no PSDB, deve ser candidato a deputado federal. Em caso de uma vitória do senador Aécio Neves, pré-candidato tucano à Presidência, ele se tornaria presidente da Câmara. Seria um nome com peso e força quase iguais ao do presidente da República, dizem aliados. Repetiria uma gestão como a do peemedebista Ulysses Guimarães (morto em 1992). Se Aécio perder, Serra será o líder da oposição. Ele decidiu ficar no partido após uma reunião com Aécio, em São Paulo. Em sua página no Facebook, Serra afirmou que sua prioridade é derrotar o PT e o PSDB “é a trincheira adequada para lutar por esse propósito”. Disse que se empenhará “para agregar outras forças que pretendem dar um novo rumo ao País".

Leia outras colunas do Mosaico Político

Leia também: Serra decide ficar no PSDB

O ex-governador também atacou os governos petistas: "O Brasil não pode continuar vítima de uma falsa contradição entre justiça social e desenvolvimento”. Esse impasse, segundo ele, “acaba punindo os mais pobres e incentivando a incompetência”. O candidato teria considerado a possibilidade de candidatura pelo PPS uma “aventura”. Admitiu a aliados que teria dificuldades para realizar alianças e financiar a campanha, além de escasso tempo na TV. Segundo dirigentes do PPS, Serra disse que, se dependesse unicamente dele, mudaria de partido. Mas dependia de quem iria acompanhá-lo. Serristas históricos como o senador Aloysio Nunes Ferreira (SP) deram sinais claros de que continuariam no ninho tucano. Aloysio, por exemplo, participou de evento ao lado de Aécio, em Maceió. Na disputa interna com Aécio no partido, hoje, Serra não tem chances.

Prefeitura diz que não fechará escola

Os protestos de alunos e professores da Escola Livre de Teatro, de Santo André (Grande São Paulo), deram resultado: a prefeitura da cidade anunciou ontem que não fechará o estabelecimento. E garantiu que “nunca foi determinado o fim do projeto”. Uma reunião foi agendada para hoje entre o prefeito Carlos Grana (PT) e a Cooperativa Paulista de Teatro para discutir o assunto. A escola, criada pelo ator e ex-secretário de Cultura da cidade Celso Frateschi, é considerada referência no ensino de artes cênicas e inspirou outras pelo País. Nomes importantes do teatro paulista lecionaram lá. Segundo a prefeitura, as aulas diurnas foram interrompidas “para uma vistoria técnica” e a escola teria sido reaberta “para as aulas noturnas”. Outro motivo alegado para interrupção das aulas foi “a adequação às normas de segurança”.

Eros Grau e o voyeurismo

O ministro aposentado do STF Eros Grau lançará amanhã, na Livraria da Vila, em São Paulo, a coletânea de contos “Teu nome será sempre Alice” (Globo Livros). A obra trata de voyeurismo e reflexões sobre a natureza das relações humanas.

Marina Silva, sobre o registro de seu novo partido: “Nós teremos o registro da Rede. Sinalizar com outro partido seria denunciar a própria desconfiança (na criação da Rede)”.

Índios organizam manifestações

A Articulação dos Povos Indígenas organiza manifestações, até sábado, para defender a Constituição, os direitos de povos indígenas e o meio ambiente. A entidade protesta contra “o ataque generalizado aos direitos territoriais que parte do governo, da bancada ruralista e do lobby de grandes empresas de mineração e energia”. Ocorrerão atos em seis capitais, além de Berlim, Londres e Paris.

Vicentinho é candidato a líder da bancada

O deputado Vicentinho (SP) é candidato a líder da bancada do PT na Câmara. Concorrerá com a deputada Fátima Bezerra (RN). A escolha será no final do ano. Vicentinho conta com o apoio de Lula, segundo petistas. Ele veio do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e participou das greves no ABC ao lado do ex-presidente. Também já teriam lhe dado apoio, entre outros, Arlindo Chinaglia, Ricardo Berzoini, Marco Maia, Chagas e Vanderlei Siraque.

Leia tudo sobre: mosaico políticojosé serra

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas