Sinalizar com outro partido seria denunciar a própria desconfiança, diz Marina

Por Nivaldo Souza - iG Brasília | - Atualizada às

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Na última semana do prazo, ex-senadora descarta se filiar a siglas alternativas para concorrer ao Planalto e diz confiar em viabilização da Rede

A pré-candidata à Presidência Marina Silva intensificou nesta semana a sua agenda de compromissos na tentativa de viabilizar a criação da Rede Sustentabilidade, seu novo partido. Nesta terça feira (1º), Marina se reuniu com a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a ministra Cármen Lúcia, e também vai se reunir com o ministro Gilmar Mendes, do STF, na tentativa de fazer sua argumentação jurídica pró-Rede.

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Marina tem apenas até quinta-feira para criar um novo partido a tempo de disputar as eleições de 2014. O tempo curto, segundo a ex-senadora, não a faz pensar em se filiar a um outro partido para disputar o Palácio do Planalto. “Sinalizar com outro partido seria denunciar a própria desconfiança (na criação da Rede). A minha confiança me faz olhar apenas o plano A”, afirma.

Alan Sampaio / iG Brasília
Marina Silva intensifica agenda política na última semana do prazo para criação da Rede



Segundo o TSE, das 660 mil assinaturas enviadas pela Rede, apenas 442 mil estão certificadas peara criação do partido. Marina afirma que a Rede foi rigorosa na sua seleção de apoios, enviados ao Tribunal. “Fizemos um trabalho com muito rigor, e descartamos, pelos nossos critérios, 220 mil assinaturas”, disse.

A Rede argumenta, com base no direito administrativo, que os cancelamentos das 95 mil fichas de apoiamento pelos cartórios eleitorais foram feitos sem justificativa e sustentação técnica, e que isso deve ser apurado juridicamente. Por isso, a Rede apresentou um adicional de 50 mil assinaturas e pede para que o TSE as valide para compor as 492 mil necessárias para sua criação.

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Segundo Marina, alguns dos 1800 cartórios eleitorais, nos quais a Rede apresentou as fichas de assinaturas, ocorreram “anulações atípicas”. “Fizemos uma avaliação ficha por ficha para demonstrar que há anulações injustas”, afirma. A ex-senadora identifica que algumas regiões eleitorais, como o ABC em São Paulo, a “curva de anulações” foi superior a média de 20% do restante do País. Alguns cartórios não cumpriram o prazo de 15 dias para conferir as assinaturas. “(Apresentamos ao TSE) a lista de 668 mil pessoas que apoiaram a Rede para demonstrar com clareza que não há duplicação de assinaturas”.

Veja o vídeo:

Sobre a eventual possibilidade de ficar de fora das eleições de 2014, Maria descartou a chance da presidente Dilma Rousseff de encontrar condições mais fácies para a sua reeleição com a sua ausência. “Uma eleição para presidência pode ser tudo, menos fácil”. Ela comentou ainda as declarações do ex-presidente Lula de que o cenário para a viabilização da Rede é muito difícil. “Ele sabe das dificuldades de construir um partido para participar do processo político”, disse.

A ex-senadora também prepara um ato simbólico para hoje na praça dos Três Poderes, em frente ao Palácio do Planalto. Segundo ela, será um ato “singelo, com uma surpresa”. Uma das hipóteses é a presença de artistas, como a cantora Adriana Calcanhoto e Marcos Palmeiras, que apoiam a Rede.

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