Prefeito ameaça fechar a Escola Livre de Teatro, tida como referência no ensino de artes cênicas e criada na primeira gestão do prefeito Celso Daniel, assassinado em 2002

Brasil Econômico

A classe artística está em pé de guerra com a Prefeitura de Santo André, administrada por Carlos Grana (PT). Principalmente a Cooperativa Paulista de Teatro. O prefeito ameaça fechar a Escola Livre de Teatro, tida como referência no ensino de artes cênicas e criada na primeira gestão do prefeito Celso Daniel, assassinado em 2002. O secretário na época era o ator Celso Frateschi, também ex-secretário de Cultura de São Paulo, na gestão de Marta Suplicy. O projeto da escola foi concebido em conjunto com a diretora Maria Thais (Cia Balagan) e o dramaturgo Luís Alberto de Abreu. Grandes nomes do teatro paulista deram aula lá, como Hugo Possolo (Parlapatões), Antonio Araújo (Vertigem), Cacá Carvalho, Luis Fernando Ramos e Sérgio de Carvalho (Cia do Latão).

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A recente confusão começou quando alunos decidiram tomar o espaço de convivência estudantil, fechado pela administração da escola. Funcionários chamaram a guarda municipal para impedir a entrada. No final de semana, alunos e professores fizeram uma manifestação de protesto. Um novo coordenador nomeado pelo prefeito, no início do ano, passou a substitui os professores. Daí, surgiu o descontentamento. Em texto nas redes sociais, Celso Frateschi lembrou que a escola é “referência de políticas públicas para a área cultural” e reclamou: “Quando todos esperavam que a volta do PT ao governo municipal daria ânimo e fôlego novo à escola surge essa tentativa de desqualificá-la como se a escola fosse inimiga do governo e não política pública exitosa de um governo do mesmo partido dessa administração que agora ameaça fechá-la”. Até o início da noite de ontem, o prefeito e o secretário de Cultura, Raimundo Sales, analisavam o caso.

Trolagem petista

Foram criadas no Facebook duas páginas com perfis fictícios dos candidatos à presidência do PT, Rui Falcão, atual presidente, e Paulo Teixeira, secretário-geral. Falcão é chamado de “Rui Frangão” e Teixeira, de “Paulo Tranquilão”.

Teixeira diz não ser o responsável

Paulo Teixeira diz não ser o responsável pelas páginas. “Tomei conhecimento dos perfis por uma bloqueira. Mas não vem da minha campanha. Não tenho ideia quem esteja fazendo”, garante. Rui não comentou.

Campanha para refugiados

A agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina lançou ontem, no Espaço Câmara Árabe, em São Paulo, campanha para arrecadar fundos a fim de adquirir equipamentos médicos. Três milhões de pessoas utilizam clínicas de saúde da agência.

Aécio Neves, senador (PSDB-MG) e pré-candidato à Presidência, ao criticar “herança” do governo do PT: "Hoje, há um sentimento no Brasil, lamentavelmente, de impunidade. De todas, talvez seja a pior e mais perversa das heranças do governo do PT”.

Transferência de iluminação pública

O governo de São Paulo criou uma linha de financiamento para prefeituras a fim de facilitar o processo de transferência dos ativos de iluminação pública das concessionárias para os municípios. A linha, resultado de parceria entre a Secretaria de Energia e a agência Desenvolve SP, terá taxas de juros de 8% ao ano e as prefeituras têm prazo de até 72 meses.

Partidos contra a minirreforma

Além do PT, o PCdo B, PDT e PSB não devem aceitar a proposta de minirreforma eleitoral aprovada no Senado. O presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN) anunciou que pretende colocar hoje a minirreforma em votação. O deputado Ricardo Berzoini (PT-SP) diz que a iniciativa apresentada é “um remendo”.O também petista Candido Vaccarezza defendia uma proposta mais próxima da sugerida pelo PMDB.

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