Aécio Neves promete série de mudanças no Bolsa Família

Por Ricardo Galhardo - iG São Paulo |

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Com discurso de candidato, tucano prometeu estender benefício por mais seis meses para recém-empregado e criticou Estado que 'assusta o setor privado'

O presidencial tucano Aécio Neves prometeu implantar uma série de dez mudanças no Bolsa Família, com o objetivo, segundo ele, de aumentar a fiscalização e criar portas de saída para o principal programa de distribuição de renda do governo federal. Aécio evitou dar detalhes sobre o plano, mas revelou que uma dessas ações é garantir a continuação do benefício por seis meses para aqueles que conseguirem emprego. Segundo o tucano, que falou hoje (30) em um seminário promovido pela revista Exame, muitos beneficiários não se empenham em procurar trabalho por medo de serem demitidos em pouco tempo e, terem que voltar para fila de espera do Bolsa Família e ficarem sem renda.

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O senador Aécio Neves (PSDB-MG)

“(Com a mudança), alguém que conseguir um emprego vai continuar recebendo por seis meses e tem prioridade para voltar (a receber)”. Outra ação seria condicionar o recebimento a visitas de assistentes sociais, pelo menos uma vez por ano, para avaliar se aquele benefício ajuda a família a se desenvolver, qual é o impacto que está tendo na vida daquela família.

Segundo Aécio, o objetivo é fazer com que, depois de um tempo, o beneficiário consiga andar com as próprias pernas. “Hoje o governo comemora o aumento dos beneficiários. Queremos comemorar quando esse número diminuir”, disse.

Em evento para empresários promovido pela revista, Aécio adotou um discurso de redução do papel do Estado e aumento do protagonismo do setor privado. “Estado tem que não atrapalhar o setor privado. O que temos hoje é um Estado que assusta o setor privado, com intervencionismo e mudança de regras. Queremos que o setor privado seja um sócio privilegiado do nosso projeto de crescimento”, disse Aécio durante o seminário. Na saída, em conversa com jornalistas, o senador mineiro negou que tenha adotado um discurso de direita. “O discurso da eficiência não pode ser um discurso de direita”, afirmou.

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