Equipe de Dilma pode ter dois ministros de Campina Grande

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

compartilhe

Tamanho do texto

O senador do PMDB Vital do Rêgo é cotado para a Integração Nacional, mas é adversário político do conterrâneo Aguinaldo Ribeiro, ministro das Cidades

Brasil Econômico

Caso a presidente Dilma aceite a indicação do nome do senador Vital do Rêgo Filho (PMDB) para a Integração Nacional, a Esplanada passará a ter uma peculiaridade: dois ministros representando Campina Grande, na Paraíba. O outro é o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro (PP). Os dois nasceram em Campina Grande e podem ser colegas de ministério, mas são adversários políticos na Paraíba. Um grupo disputa espaço com o outro acirradamente. Vital do Rêgo Filho é irmão de Veneziano Vital do Rêgo, ex-prefeito de Campina Grande e provável candidato do PMDB ao governo da Paraíba. O atual prefeito da cidade, Romero Rodrigues (PSDB) tem bom relacionamento com Aguinaldo Ribeiro e é recebido no gabinete do ministro em Brasília para discutir reivindicações da cidade.

Leia outras colunas do Mosaico Político

Agência Senado
Vital do Rêgo é cotado para ministério

O fato de os grupos de Ribeiro e Vital do Rêgo serem adversários, no entanto, não deve ser motivo para Dilma vetar a indicação. O PMDB no Senado conseguiu se unir para apresentar o nome. Se Vital tiver o apoio da bancada peemedebista na Câmara, ganhará ainda mais força. Vital, com bom trânsito no PT, é indicado para a vaga de Fernando Bezerra, que é do PSB e deixará o governo. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), travaram uma disputa pela indicação. Renan queria indicar o ex-prefeito de Arapiraca Luciano Barbosa (PMDB), que já foi ministro da Integração Nacional no governo Fernando Henrique. Dilma, antes de viajar a Nova York, havia pedido ao vice Michel Temer que o PMDB se unisse em torno da indicação. Vital foi presidente da Comissão Mista do Orçamento e da CPI do Cachoeira.

Via Pública rebate o TCM

O diretor do Instituto Via Pública, Pedro Martoni Branco, disse manifestar o seu “estranhamento” pela publicação de informações sobre denúncias do Ministério Público e do Tribunal de Contas do Município (TCM) de São Paulo envolvendo irregularidades na entidade. A Via Pública é investigada por causa de contrato firmado com a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, na gestão de Gilberto Kassab (PSD), para montar um novo modelo de gestão. Segundo o TCM, a entidade recebeu mais de R$ 100 milhões, mas contava com uma pequena equipe, sem estrutura de tecnologia de informação. Martoni garante que o Instituto “esteve dotado de todos os recursos tecnológicos necessários”. Segundo ele, cópias dos relatórios “sempre são entregues em papel, de modo a integrarem, por exigência da administração pública, os processos administrativos”. Disse ainda que, “invariavelmente”, havia documentos disponíveis em CD-ROM .

Entidade também contesta valor

O diretor da Via Pública diz ainda que os recursos desembolsados pela Secretaria de Saúde não teriam alcançado R$ 84 milhões (o total do contrato, em valores nominais), “ uma vez que se encontram pendentes de liberação cerca de R$ 5 milhões”. O Ministério Público informou que os custos ultrapassaram R$ 100 milhões.

Major Olímpio, deputado estadual paulista, sobre manifestações de policiais: "O governo decidiu promover essa guerra ao não conceder nada aos policiais militares”

Petista diz não ter “todo esse poder”

O secretário de Serviços da prefeitura de São Paulo, Simão Pedro, diz não ter “todo o poder” que o PSDB estaria lhe atribuindo ao considerar que houve “armação” para a Siemens fazer acordo com o Cade e denunciar um cartel na venda de trens em São Paulo. Vinícius Carvalho, superintendente do Cade, omitiu informação em seu currículo de que foi chefe de gabinete de Simão na Assembleia Legislativa de São Paulo. “A Siemens fez o mesmo acordo nos EUA e na Alemanha”, diz Simão.

Aécio se encontra com políticos da região Sul

O pré-candidato à presidência Aécio Neves (PSDB) estará hoje no Paraná. Tem visitado vários Estados para “animar” o partido. À noite, terá jantar com os tucanos Beto Richa, governador; Alvaro Dias (PR) e Paulo Bauer (SC), senadores; e Nelson Marchezan, deputado. Amanhã, se encontrará com outras lideranças do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Leia tudo sobre: mosaico político

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas