Oscip contratada em São Paulo por R$ 84 milhões nem usava computador

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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Com uma equipe pequena, Instituto Via Pública não contava com estrutura de tecnologia de informação, mas era responsável por novo modelo de gestão na era Kassab

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Contratado pela prefeitura de São Paulo por R$ 84 milhões (em valores nominais) para montar o novo modelo de gestão de atendimento da Secretaria Municipal de Saúde, na gestão de Gilberto Kassab (PSD), o Instituto Via Pública - uma organização da sociedade civil de interesse público (Oscip) - encaminhou seus relatórios de prestação de conta em folhas de papel e documentos armazenados em pastas, segundo o Tribunal de Contas do Município de São Paulo. Com uma equipe pequena, não contava com estrutura de tecnologia de informação. O valor do contrato era de R$ 84 milhões, mas o custo real ultrapassou R$ 100 milhões, segundo o tribunal. “Há uma grande dúvida sobre qual foi o papel da Via Pública e o que, efetivamente, se fez”, questiona o conselheiro Mauricio Faria.

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“A missão dela foi dar apoio e consultoria para se cumprir as diretrizes de políticas públicas. Mas houve muitos erros de gestão. Não fica claro o que deveria ser feito e o que efetivamente se realizou”, afirma Faria. “Em nome da relação anterior com as organizações sociais, tudo foi feito na confiança. Não foram estabelecidas metas e diretrizes, não houve fiscalização tanto contábil como de produtos. É uma situação anômala de transferência de recursos sem acompanhamento”. Em nota enviada à coluna, a Via Pública, dirigida por Pedro Paulo Martoni Branco, diz que a parceria com a prefeitura “se desenvolveu de modo pleno durante sete anos, tendo cumprido todos os objetivos para os quais foi firmada”. De acordo com a nota, a entidade “sempre recebeu recursos da Secretaria Municipal da Saúde à medida que apresentava resultados concretos, à luz do plano de trabalho estabelecido”.

Daqui não saio

O petista Isaltino Nascimento, secretário de Transporte no governo de Eduardo Campos em Pernambuco, disse que não entregaria o cargo, após o PSB ter decidido se afastar do governo Dilma. Se fosse o caso, até ingressaria no partido do governador, ameaçou.

Está bem, vou sair

Na sequência, o ex-vereador Dilson Peixoto, coordenador local da tendência Construindo um Novo Brasil (CNB), foi conversar com o secretário e o convenceu a mudar de ideia. Nascimento veio a público, então, e anunciou que deixaria o governo.

Agora não saio mais

Agora, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, recomendou aos petistas que não abandonem os cargos em governos do PSB. Dilma, Lula e Falcão querem que Eduardo Campos continue por perto e não se afaste totalmente do PT. Assim, Isaltino Nascimento, de novo, anunciará que não sai do governo.

Franklin de volta à TV

O ex-secretário de Comunicação da presidência da República Franklin Martins está de volta à televisão. Ele apresentará a série “Presidentes Africanos”, com reportagens e entrevistas exclusivas de presidentes de 13 países africanos , a partir de hoje, às 18h36, no canal Discovery Civilization. A direção da série é de Carlos Nascimbeni e Carlos Alberto Júnior.

Dez mil médicos cubanos podem vir ao Brasil, diz governador

O governo de Cuba está ensinado português aos seus médicos. Numa próxima leva, dois mil deles deverão chegar ao Brasil. Até o final da implantação do programa serão 10 mil médicos cubanos, segundo o governador do Amapá,Camilo Capiberibe (PSB), que acaba de voltar de viagem ao país. Em Havana, ele visitou o Centro de Cooperação Médica, onde os profissionais se preparam.

Eunício Oliveira, líder do PMDB no Senado, que decidiu pedir na Justiça o mandato de parlamentares que deixarem o partido: "A troca de partido virou uma pouca vergonha. Nós não vamos participar disso".

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