Dilma e Lula comparecem ao velório do ex-ministro Luiz Gushiken

Por Patrícia Basilio - iG São Paulo |

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Presidente deixou o Cemitério do Redentor, em SP, por volta das 16h10 sem dar declarações à imprensa

A presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula compareceram neste sábado (14) ao velório do ex-ministro das Comunicações Luiz Gushiken, que acontece no cemitério do Redentor, na zona oeste de São Paulo. O ex-ministro, que há doze anos lutava contra um câncer na região abdominal, morreu na sexta-feira.

Dirceu: 'Gushiken se solidarizou quando fui injustamente acusado e linchado'

Lula: 'Gushiken foi vítima das mentiras de parte da imprensa'

Futura Press
A presidente Dilma Rousseff compareceu ao velório do ex-ministro Luiz Gushiken no cemitério do Redentor, São Paulo

Sexta-feira: Morre em São Paulo Luiz Gushiken, ex-ministro do governo Lula

Dilma, que chegou ao velório por volta das 15h, deixou o local pouco de uma hora depois sem dar declarações à imprensa. Na sexta-feira, a presidente divulgou uma nota lamentando a morte do ex-ministro e ressaltando a "dor pela ausência que ele fará para todos os que tiveram a felicidade de conhecê-lo, que puderam compartilhar da sua sabedoria e capacidade de pensar como o Brasil poderia ser uma nação mais justa para todos"

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que chegou ao local junto a presidente Dilma, deu uma breve declaração sobre a morte do ex-ministro: "O que ele ensinou independentemente de concordar com ele ou nao é que uma pessoa quando acredita em Deus consegue enfrentar com mais dignidade uma doença como o câncer."

Neste sábado, diversos políticos passaram pelo velório de Gushiken, para prestar as últimas homenagens. Entre eles, estava o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, um dos condenados no julgamento do mensalão, do qual Gushiken foi inocentado.

"Ele (Gushiken) me estimulou a lutar e disse que a fase heróica do PT foi a fase do mensalão. Somos inocentes e fomos injustamente acusados", disse o condenado no julgamento. "Ele foi solidário comigo quando eu fui injustamente acusado e linchado. Sempre me deu a mão e o braço."

Segundo o vice-presidente Michel Temer, que passou pelo local na parte da manhã, Gushiken organizou sua despedida, pedindo ele próprio para ser enterrado no cemitério Redentor. Como um homem público, ele se limitou a dizer que o avalia "positivamente". "Planejou uma grande greve dos bancários com muito êxito e bem organizada. Sua qualidade era a composição. Ele sabia que a liderança dependia de diversas forças", afirmou.

Para o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, o ex-ministro transmitia muita força. "Foi uma pessoa que lutou até o último momento pelos trabalhadores, principalmente pelos bancários", afirmou.

Acompanhado de mulher, ex-presidente Lula comparece ao Cemitério do Redentor para o velório do ex-ministro das Comunicações do seu governo Luiz Gushiken . Foto: Futura PressJosé Dirceu participa do velório do ex-ministro das Comunicações Luiz Gushiken no cemitério do Redentor, São Paulo. Foto: Futura PressFernando Haddad lamenta morte de Luiz Gushiken em velório. Foto: Futura PressO vice-presidente Michel Temer comparece ao velório do ex-ministro Luiz Gushiken em São Paulo. Foto: Futura PressO presidente da Câmara dos Vereadores de São Paulo, José Americo, comparece ao velório do ex-ministro Luiz Gushiken. Foto: Futura PressAmigos e familiares de Luiz Gushiken durante seu velório em São Paulo. À esquerda, coroa de flores mandada por Dilma Rousseff. Foto: Futura PressDeputado João Paulo Cunha comparece ao velório do ex-ministro das Comunicações Luiz Gushiken no cemitério do Redentor, São Paulo. Foto: Futura PressDeputado Arlindo Chinaglia comparece ao velório de Luiz Gushiken, ex-ministro das Comunicações do governo Lula. Foto: Futura Press

No período da tarde, o Presidente da Câmara dos Vereadores de São Paulo, José Américo, disse que a morte de Gushiken é uma perda irreparável. Destacou também que o ex-ministro ficou muito abalado ao ter sido acusado por peculato no esquema do mensalão - acusação da qual foi inocentado na primeira fase do julgamento no STF. "A pessoa que fez a acusação não pediu desculpas e não terá como pedir mais."

Luiz Gushiken era bancário e administrador, formado na Fundação Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo, em 1979. Ele deu início à militância na tendência Liberdade e Luta (conhecida como Libelu), braço estudantil da trotskista Organização Socialista Internacionalista (OSI) da qual o ex-ministro Antonio Palocci fazia parte. Tornou-se funcionário do Banespa em 1970, onde fez carreira como sindicalista.

Em 1980, participou da fundação do PT e da CUT (Central Única dos Trabalhadores). Foi deputado federal por três mandatos, de 1987 a 1999. Também coordenou as campanhas presidenciais de Lula em 1989 e 1998.

Quando o PT saiu vitorioso nas urnas, em 2002, Gushiken assumiu, no ano seguinte, a chefia da Secretaria de Comunicação da presidência da República após fazer parte da equipe de transição.

Em 2012, ele foi absolvido do crime de peculato no processo do mensalão pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

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