Parlamentares viajam à Suécia para conhecer caça concorrente de modelo americano

Por Luciana Lima - iG Brasília | - Atualizada às

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Relatório recomendará a compra dos caças até o final deste ano e indicará desconfiança da proposta dos Estados Unidos, baseada em modelo fabricado pela Boeing

Um grupo de deputados e senadores integrantes das comissões de Relações Exteriores da Câmara e do Senado foi à Suécia na semana passada para conhecer o caça Gripen NG, da empresa Saab, um dos concorrentes para fechar um contrato com o governo brasileiro com o objetivo de reequipar as Forças Armadas.

Agência Brasil
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A viagem fez parte de uma missão especial do Congresso. Se depender do relatório a ser fechado pelos parlamentares e enviado à presidente Dilma Rousseff, tanto a Suécia, quanto a França – com o seu Rafale, fabricado pela Dassault –, estão mais aptas que os Estados Unidos para atender a demanda brasileira pela compra de 36 caças.

“Não acreditamos na proposta norte-america de transferência de tecnologia. Quem manda lá é o Congresso. Caso o Congresso americano decida que não vai mais repor peças, nós é que ficaremos na mão”, ponderou o deputado Carlos Zarattini (PT-SP), um dos integrantes do grupo.

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Também viajaram para a Suécia os deputados Nelson Pelegrino (PT-BA), Leonardo Gadelha (PSC-PB), e os senadores Eunício Oliveira (PMDB-CE), Ricardo Ferraço (PMDB-ES) e José Agripino (DEM-RN).

O relatório também vai recomendar que o governo decida até o final do ano pela compra já que a o contrato descrito no projeto FX-2 prevê uma carência de oito anos para se começar a pagar pelos caças.

A decisão caberá exclusivamente à presidente Dilma Rousseff, que tem ouvido, em reservado o ministro da Defesa, Celso Amorim, e o comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, também defensor da compra até o final deste ano.

Os dois ministros defendem que o governo brasileiro leve mais em consideração o critério da “confiança mútua” entre países que as vantagens técnicas do modelo norte-americano F-18 Super Hornet, fabricado pela empresa Boeing. Esta ideia ganhou força no governo principalmente após as denúncias de que a própria presidente Dilma foi alvo de monitoramento pelo governo norte-americano.

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