Número 2 do Ministério do Trabalho pede demissão após operação da PF

Por iG São Paulo |

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Paulo Roberto dos Santos Pinto é m dos investigados sob suspeita de participar de esquema de fraudes em licitação

O secretário-executivo do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Paulo Roberto dos Santos Pinto, pediu exoneração do cargo em carta enviada esta tarde ao ministro Manoel Dias. Ele é um dos investigados pela Polícia Federal na Operação Esopo, que apura desvio de recursos públicos.

Poder Online: Em carta de demissão, nº 2 diz que seguiu ‘princípios éticos’

Operação Esopo: Ministério do Trabalho exonera funcionários investigados

De acordo com a Polícia Federal (PF) em Minas Gerais, os danos ao Erário chegam a R$ 400 milhões e as investigações se concentram em fraudes em licitações de prestação de serviços, construção de cisternas e produção de eventos turísticos e artísticos.

Leia mais: PF apreende até helicóptero em operação contra desvios

O Ministério do Trabalho e Emprego também divulgou nota informando que os funcionários citados foram exonerados dos cargos comissionados que ocupavam. Afirmou ainda que será determinada a abertura de Processos Administrativos Disciplinares para apurar os fatos no âmbito da pasta. 

Durante a Operação Esopo, os 240 agentes da Polícia Federal apreenderam cerca de R$ 500 mil em dinheiro, carros de luxo, um helicóptero. "Tudo fruto do dinheiro fácil, que deveria necessariamente atender à população carente", disse o coordenador da ação, delegado Marcelo Freitas.

Também foi apreendida grande quantidade de documentos que, segundo o policial, "vai subsidiar outras ações".

De acordo com a PF, o Instituto Mundial de Desenvolvimento e da Cidadania (IMDC) está no centro das fraudes e o prejuízo é relativo a contratos firmados pela entidade com o poder público apenas nos últimos cinco anos. O IMDC é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) que tem certificado do Ministério da Justiça (MJ) para celebrar com mais facilidade parcerias com o poder público.

Segundo Marcelo Freitas, "ora havia dispensa ou inexigibilidade de licitação onde não eram cabíveis, ora o caráter competitivo do certame era completamente frustrado, direcionado" para o IMDC.

Com Agência Brasil

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