Porto comandado pelo PT é alvo de denúncia de superfaturamento

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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Nomeações são atribuídas à ministra Ideli Salvatti, que nega; a Codesp enviou documentação à Secretaria de Portos, relatando as irregularidades

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Um inquérito da Polícia Federal e uma auditoria da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) apontaram desvios e diversas irregularidades no porto de Laguna, em Santa Catarina. Um dossiê enviado para políticos e autoridades aponta “superfaturamento, má gestão de recursos financeiros, conluio com empresários, entrega de bens públicos sem licitação e recursos públicos para contas pessoais”. As denúncias foram encaminhadas ao Ministério Público Federal. Os atuais gestores do porto foram indicados pelo PT, que administrava a cidade até 2012. As nomeações são atribuídas à ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti. Ideli nega. A Codesp enviou documentação ao ministro Leônidas Cristino, da Secretaria de Portos, relatando as irregularidades.

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A direção da Codesp, órgão sediado em Santos (SP) e responsável pelo porto em Santa Catarina, pediu ao ministro a exoneração dos atuais ocupantes de cargos comissionados no terminal. São citados Denise Pegoraro Antonio, Valter Tavares, Luiz Miguel Durek Rivas e Claudionor Dias Pereira. O porto, um terminal público pesqueiro, tem um déficit anual de R$ 2 milhões. Somente no primeiro semestre deste ano o prejuízo foi de R$ 1,5 milhão. A auditoria da Codesp colheu dados de inquérito da PF e comprovou fraude no sistema operacional para faturamento (com registro inferior de valores arrecadados), ausência de cobrança de multas, juros e correção a empresas, ilegalidade de utilização de área do terminal pelo Centro Educacional em Saúde Garra Ltda e contratação de profissionais liberais sem licitação e sem obedecer aos trâmites legais.

Ideli responsabiliza prefeitura

A ministra Ideli Salvatti informou que “as indicações para a direção do Porto de Laguna foram feitas pela administração anterior da prefeitura de Laguna”. O ministro Leônidas Cristino, da Secretaria de Portos, não retornou os telefonemas.

PSDB pensa no segundo turno

O secretário da Casa Civil do governo Alckmin, Edson Aparecido, diz que as conversas entre o PSDB e o PMDB visam uma aliança no segundo turno na eleição para governador. Ele nega a distribuição de verbas a prefeitos do partido.

PV próximo de Kassab

O PV, tradicional aliado do PSDB em São Paulo, deve ficar fora da aliança dessa vez. Aparecido diz que prefeitos e deputados preferem ficar com os tucanos, mas a direção dos verdes estaria mais próxima de Kassab (PSD).

Wellington Dias (PI), líder do PT na Câmara, ao defender o voto aberto: “Alguém que se coloca na política para representar a população não pode ter medo de expressar sua opinião”

Tuma promete “bomba”

Previsto para novembro, o livro “Assassinato de Reputações – Um Crime de Estado”, do delegado e ex-secretário nacional de Justiça Romeu Tuma Júnior, promete ser um bomba. Segundo amigos próximos, Tuma deve fazer acusações a um antigo aliado, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a integrantes da cúpula do PT e a vários jornalistas.

Grampo flagrou conversas com acusado

O livro é resultado de um depoimento dado ao repórter Cláudio Júlio Tognolli. Tuma Júnior foi secretário nacional de Justiça no governo Lula e perdeu o cargo, em 2010, depois que gravações e e-mails interceptados pela Polícia Federal, durante uma investigação sobre contrabando, mostraram sua proximidade com o principal alvo da operação, Li Kwok Kwen.

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