Polícia Legislativa joga spray de pimenta para dispersar manifestantes na Câmara

Por Nivaldo Souza - iG Brasília | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Membros da CUT protestavam contra projeto que regulamenta terceirização que seria votado na CCJ; sessão foi suspensa após confusão

Cerca de 300 membros da Central Única dos Trabalhadores (CUT) que protestavam na Câmara nesta terça-feira (3) contra o projeto de lei que regulamenta a terceirização foram recebidos com spray de pimenta pela Polícia Legislativa. A confusão suspendeu a sessão que votaria a proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Os 40 homens da Polícia Legislativa ganharam o reforço de 50 PMs do Distrito Federal para reforçar o cordão de isolamento e impedir a entrada dos manifestantes no anexo 2 da Câmara.

Caso Donadon: Câmara acelera votação de PEC que acaba com voto secreto

Votação: Câmara absolve Natan Donadon do processo de cassação 

O PL 4.330/2004 está para ser votado na comissão desde o início do mês passado, depois de meses de discussão no âmbito do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em uma mesa que reuniu empregados, empregadores, governo e parlamentares. "Toda ação tem uma reação. Vamos alertar os trabalhadores contra os deputados que votarem favoravelmente ao PL, que serão divulgados como traidores da classe trabalhadora. Como vamos orientar uma pessoa a votar em um deputado que vota contra o direito dos trabalhadores e em favor do empresariado?", disse o presidente da CUT, Wagner Freitas.

Polícia Legislativa usa gás de pimenta contra manifestantes da CUT na Câmara. Foto: Agência BrasilCerca de 300 membros da CUT protestaram contra o projeto de lei que regulamenta a terceirização. Foto: Agência BrasilOs 40 homens da Polícia Legislativa ganharam o reforço de 50 PMs do Distrito Federal para reforçar o cordão de isolamento. Foto: Agência Brasil"Toda ação tem uma reação. Vamos alertar os trabalhadores contra os deputados que votarem favoravelmente ao PL", diz o presidente da CUT, Wagner Freitas. Foto: Agência BrasilEstima-se que haja no Brasil, atualmente, cerca de 12 milhões de pessoas em regime de trabalho terceirizado. Foto: Agência Brasil

Estima-se que haja no Brasil, atualmente, cerca de 12 milhões de pessoas em regime de trabalho terceirizado. A expectativa da central é a de que, com a possível aprovação do PL, esse número suba para 33 milhões. No final de agosto, 19 ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST), inclusive o ex-presidente do tribunal João Oreste Dalazen apresentaram uma carta ao presidente da CCJ, Décio Lima (PT-SC), se posicionando contrariamente ao PL.

Os pontos mais polêmicos do PL são os referentes à permissão de terceirização em atividades-fim e a retirada da menção à responsabilidade solidária das empresas contratantes – que estava no texto original do deputado Sandro Mabel (PMDB-GO) e não está mais no substitutivo de Artur Maia (PMDB-BA).

A estratégia dos trabalhadores, agora, é fazer modificações no texto do projeto para que determinados pontos possam ser vetados no momento da sanção da presidenta Dilma Rousseff. Mesmo que certos pontos do texto sejam vetados pela presidenta, o projeto pode voltar ao Congresso, que pode derrubar os vetos dentro de um prazo de 30 dias.

Com Agência Brasil

Leia tudo sobre: câmaraprojeto de leiterceirizaçãocut

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas