Parlamentares querem se informar sobre os processos movidos no país contra Roger Pinto Molina

Brasil Econômico

Senador boliviano Roger Pinto Molina acena de casa onde está abrigado em Brasília (26/8)
Agência Brasil
Senador boliviano Roger Pinto Molina acena de casa onde está abrigado em Brasília (26/8)

Uma comissão de deputados e senadores brasileiros irá se reunir com o embaixador da Bolívia no Brasil, Jerjes Justiniano, e com representantes do Ministério das Relações Exteriores do país vizinho para discutir as consequências da polêmica operação que trouxe de La Paz para o Brasil o senador boliviano Roger Pinto Molina. Para o embaixador da Bolívia, a saída do senador “é uma agressão” a acordos diplomáticos e à soberania de seu país. Os parlamentares pretendem visitar a Corte da Bolívia para se informar sobre os processos movidos no país contra o senador Molina. “Ele tem diversos processos por tráfico de drogas, corrupção e desvio de dinheiro. Quem tem dúvidas pode comprovar na Corte boliviana”, diz o deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP).

Protógenes é presidente da Comissão Mista Brasil-Bolívia do Congresso. Integrantes desta comissão e da Comissão de Relações Exteriores da Câmara farão parte da comitiva que vai à Bolívia. O presidente da Comissão de Relações Exteriores, Nelson Pellegrino (PT-BA), disse que já havia alertado o governo sobre as dificuldades que a diplomacia brasileira vinha tendo com o governo boliviano. Essa relação estava “esgarçada”, diz Pellegrino. “Houve fadiga de material. Por isso, já tinham retirado de lá o embaixador Marcel Biato”, analisa o deputado. Biato ia para a Suécia e, como punição, a mensagem que analisaria o seu nome no Senado foi retirada. O encarregado de negócios da Embaixada brasileira, Eduardo Saboia, também estava “no limite dele”, avaliou Pellegrino. “E havia posição muito crítica da embaixada em relação ao governo boliviano”.

Punição a Saboia

Governistas avaliam que o processo administrativo que Eduardo Sabóia, o encarregado de negócios da embaixada, responderá na Controladoria Geral da União (CGU) será bem mais rigoroso do que uma apuração limitada aos quadros do Itamaraty.

Negociações do Refis

O senador Gim Argello (PTB-DF) diz ter obtido sinal positivo do governo para a reabertura do Refis (mudança que ele incluiu na MP 615). O otimismo parece prematuro: o PT se mantém contra e técnicos da bancada examinam com lupa as alterações.

Explicações sobre recursos

A Comissão de Desporto da Câmara vai convidar a CBF, Ministério do Esporte, Caixa Econômica e o Conselho dos Clubes Formadores de Atletas Olímpicos para prestarem esclarecimentos sobre recursos utilizados no programa de formação de atletas.

PPS quer Serra ou Marina

O deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP) diz que seu partido pode vir a abrigar José Serra, caso ele deixe o PSDB, ou também Marina Silva, caso a Rede Sustentabilidade não seja viabilizada. “Temos grupos que apoiam candidatos diversos. Mas há consenso quanto a uma candidatura própria e competitiva. Todos apoiariam Serra ou Marina”, diz.

Pergunta de um milhão de dólares

Segundo Jardim, tanto Serra como Marina poderão ser candidatos a presidente pelo PPS, caso queiram. Serra, conforme o deputado, no momento faz consultas e avalia os prós e contras da decisão de participar de prévias no PSDB ou se desligar do partido. “Se ele vem? Essa é a pergunta de um milhão de dólares. Estamos animados, mas infelizmente não há decisão”.

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