Novo ministro das Relações Exteriores ficou conhecido por atuação na Rio+20

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Luiz Alberto Figueiredo Machado, de 59 anos, é advogado e diplomata de carreira. Desde 2005, é o negociador do Brasil no processo de regime de mudanças climáticas

Reuters
Luiz alberto Figueiredo com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira (esq.)

Escolhido para ser o novo ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado é advogado, tem 59 anos, e ficou conhecido no governo pela sua atuação em negociações na área ambiental. Carioca, ele se formou na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) antes de se tornar diplomata pelo Instituto Rio Branco, em 1980.

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Figueiredo já passou por cargos nas embaixadas brasileiras de Santiago (Chile), Washington (Estados Unidos) e Ottawa (Canadá), entre outros. Além disso, participou da Missão Permanente junto das Nações Unidas, em Nova York. Desde 2005, ele é o principal nome do Brasil no processo de regime de mudanças climáticas. Foi o negociador-chefe do Brasil, por exemplo, na Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, em junho do ano passado.

Na ocasião, ele mostrou habilidade e conquistou a confiança da presidenta Dilma Rousseff pela disposição em negociar pacientemente com os que resistiam a acordos. Por conta disso, em 2012, se tornou o embaixador do Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU). De personalidade introspectiva, Figueiredo Machado é contido nas palavras e é apontado como um estrategista. Acostumado a longas negociações, o novo chanceler não costuma demonstrar cansaço, nem impaciência.

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Em 2011, por exemplo, fez o papel de intermediário entre os chamados BASIC (Brasil, África do Sul, Índia e China) e os EUA e países da União Europeia na COP-17, conferência do clima de Durban, na África do Sul, quando foi discutido o Protocolo de Kyoto. Na ocasião, chamou atenção por trocar acusações polidas com o ministro britânico de Energia e Clima, Chris Huhne. Ele e Dilma se conheceram na Conferência das Partes (COP), na Dinamarca, quando a presidente ainda estava na Casa Civil.

Figueiredo assume o cargo de chanceler brasileiro em meio à crise provocada pela entrada, sem a autorização do Itamaraty, do senador boliviano Roger Pinto Molina no País. O político tinha recebido asilo político do Brasil depois de se refugiar na Embaixada Brasileira em La Paz, na Bolívia. O governo do presidente Evo Morales, no entanto, não havia lhe dado salvo-conduto. Após mais de um ano sem solução, um funcionário da própria embaixada, o diplomata Eduardo Saboia, resolveu por conta própria transportar o político para o Brasil, o que ocasionou no pedido de demissão de Antonio Patriota.

Luiz Alberto Figueiredo Machado deve viajar com a presidente Dilma Rousseff já na próxima sexta-feira (30) para Paramaribo, capital do Suriname, onde acontecerá a União de Nações Sul-Americanas (Unasul). No evento, eles vão se encontrar com Evo Morales, que cobra uma explicação do governo brasileiro.

A diplomacia brasileira costuma ser elogiada por se caracterizar pela construção de consensos, pelo fim das polarizações e pela manutenção constante de diálogos e acordos. Nos últimos anos, as questões relativas à defesa de direitos humanos ganharam mais força para a delegação brasileira, que ressalta a importância de preservação, manutenção e defesa desses princípios.

*Com informações da Agência Brasil

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