Petistas temem possível candidatura de Eduardo Paes no Rio

Por Ricardo Galhardo , iG São Paulo |

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Prefeito do Rio teria mais chances de vitória do que o vice-governador Luiz Fernando Pezão, analisa o PT

Agência Brasil
Eduardo Paes diz que não quer ser candidato ao governo do Rio em 2014

A possibilidade de o PMDB lançar o prefeito Eduardo Paes candidato ao governo do Rio de Janeiro é motivo de temor no PT. Segundo petistas, Paes teria mais chances de vitória do que o vice-governador Luiz Fernando Pezão, nome mais cotado para disputar a sucessão de Sérgio Cabral pelo PMDB, e seria um páreo duro para o senador Lindberg Farias (PT).

Além disso, o vice-prefeito, Adilson Pires, é do PT e uma eventual saída de Paes deixaria o partido da presidente Dilma Rousseff no comando da cidade.

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“Se o PMDB quiser dar um nó no PT basta lançar o Eduardo Paes no Rio. Hoje ele é mais competitivo do que o Pezão e, caso decida sair, o PT ficaria com as duas maiores prefeituras do País (Rio e São Paulo)”, disse um alto dirigente do PT.

Paes já disse publicamente que está fora da disputa – quer ser o prefeito durante os Jogos Olímpicos de 2016 - e, embora alguns setores do PMDB mantenham especulações em torno de seu nome, a possibilidade de ele ser o candidato nunca foi debatida pelo partido.

O Rio de Janeiro é o principal nó do mapa de alianças estaduais entre PT e PMDB. Lindberg tem trabalhado internamente por sua candidatura desde 2011 e o PMDB, que teria a preferência natural, sofre com o desgaste de Cabral diante dos protestos que se arrastam desde junho.

O secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, chegou a ser cogitado mas tem poucas chances. Diante da situação o nome de Paes voltou a circular.

Em jantar que reuniu as cúpulas do PT e do PMDB segunda-feira no Palácio do Jaburu, dirigentes de ambos partidos evitaram falar do Rio. A ideia é esperar uma definição mais clara do quadro eleitoral antes de tomar alguma decisão. A avaliação é que hoje nenhum dos dois partidos tem um nome com amplo favoritismo. Enquanto não decidem, petistas e peemedebistas decidiram tomar todos os cuidados para que a disputa não saia do controle e haja possibilidades de acordo no segundo turno.

As direções de PT e PMDB devem voltar a conversar sobre o mapa eleitoral no início de outubro, depois do encerramento do prazo para filiações com vistas às eleições de 2014, que acaba no dia 3 de outubro

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