Senador petista negocia aliança com PSDB para eleições de 2014 em MS

Por Ricardo Galhardo - iG São Paulo |

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Delcídio Amaral alega que foi isolado pelo PMDB, aliado preferencial do PT, e por isso tem que buscar alternativas

O senador Delcídio do Amaral, possível candidato do PT ao governo do Mato Grosso do Sul, negocia a formação de uma chapa com o deputado Reinaldo Azambuja, do PSDB, para a eleição de 2014.

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Delcídio, que gostaria de ter o tucano como candidato a senador, alega que foi isolado pelo PMDB, aliado preferencial do PT em nível nacional, e por isso é obrigado a buscar outras possibilidades de aliança.

"Tudo caminhava para uma aliança com o PMDB, a presidente Dilma chegou a falar sobre isso com o governador (o peemedebista André Pucinelli) e comigo, mas o PMDB já definiu a chapa com governador e senador do próprio partido. Isso de certa maneira dá mais razão para ampliarmos as conversas", disse o senador.

Agência Brasil
Delcídio Amaral é o possível candidato do PT ao governo do Mato Grosso do Sul

Segundo ele, o tema não foi tratado durante a reunião entre líderes do PMDB e o presidente do PT, Rui Falcão, segunda-feira (19), no Palácio do Jaburu, e enquanto não houver uma orientação nacional as conversas com o deputado tucano continuam.

"Não queremos atropelar ninguém. Sei que o PSDB é um complicador mas ele (Azambuja) tem feito política conosco. Não sabemos como as alianças vão acontecer nos outros estados. Tudo isso cria condições para ampliarmos as possibilidades de alianças", afirmou Delcídio.

O PMDB do Mato Grosso do Sul fixou um prazo até o dia 30 de setembro para definir o posicionamento do partido. O governador já declarou publicamente simpatia pela candidatura de Nelson Trad Filho (PMDB) à sua sucessão. O nome mais cotado para ocupar a vaga de candidata ao senado é o da vice-governadora, Simone Tebet (PMDB), que nunca escondeu a intenção de seguir os passos do pai, o ex-senador Ramez Tebet (1936-2006).

Até a definição o PMDB também vai tentar atrair o tucano Azambuja oferecendo a vaga de candidato a vice. O deputado foi procurado para comentar o assédio mas não respondeu às ligações.

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