Presidente da Câmara diz que invasão do plenário durante protesto foi um “abuso”

Por Agência Brasil |

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Dezenas de policiais de vários Estados tomaram dependências da Câmara e do plenário nesta terça-feira

Agência Brasil

O presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), considerou nesta quarta-feira (21) “um abuso” a invasão ao plenário da Casa ocorrida ontem (20), iniciada pelos manifestantes favoráveis à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 300, que cria o piso nacional para policiais militares, bombeiros e policiais civis do País.

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Alan Sampaio / iG Brasília
Plenário ocupado por manifestantes nesta terça-feira (20)

Para Henrique Alves, o gesto, em vez de facilitar a aprovação, acaba criando um ambiente para rejeição da proposta. “É natural que as pessoas venham reivindicar, pleitear, mas de forma respeitosa, de acordo com as regras da Casa, para que ela possa ser democrática e dar direito às manifestações. Mas, na hora que se invade o plenário, se torna um abuso, um desrespeito, e não ajuda em nada. Em vez de construir uma boa vontade, esse tipo de comportamento constrói uma rejeição”, disse o peemedebista.

Ontem, dezenas de policiais de vários Estados tomaram o Salão Verde da Câmara para pressionar os deputados a votarem o segundo turno da PEC 300. Posteriormente, mesmo depois de os líderes do movimentos terem sido recebidos pelo presidente da Câmara, os manifestantes invadiram o plenário em meio à sessão. Veja imagens:

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Henrique Alves disse que vai criar um grupo de trabalho para discutir a proposta com representantes do governo federal e dos estados. A ideia, segundo ele, é que até o dia 16 de setembro seja negociado um texto que viabilize a aprovação da proposta.

“Não adianta só o discurso e na hora [de votar] não se consegue aprovar. [A criação do grupo de trabalho] é um ato de responsabilidade, para construir um acordo, conversar com o governo, com os governadores, para que se possa construir um texto que esta Casa possa aprovar, e não apenas um discurso demagógico que não tem consequência”, disse Alves.

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