Relação de proximidade com parlamentares da base aliada deverá ser mantida pela presidente

Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff ficou “muito satisfeita” com a manutenção dos vetos presidenciais aos projetos de lei analisados em sessão conjunta do Congresso Nacional na noite da última terça-feira (20), segundo a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, o resultado da votação decorreu do processo de negociação conduzido nas últimas semanas.

Leia também:  Congresso mantém vetos ao Ato Médico e a outros três projetos

“Foi uma vitória da harmonia entre os Poderes. A presidenta ficou muito satisfeita, porque isso foi fruto de um processo de muita conversação, de negociação em pontos onde era possível”, avaliou. Nas últimas semanas, Dilma mudou de postura em relação aos parlamentares e recebeu líderes da base aliada em pelo menos cinco reuniões no Palácio do Planalto.

“Não tenho a menor dúvida de que essa postura da presidenta, as reuniões, as conversações, as mesas de negociação, que foram estabelecidas de forma intensiva nesse último período, foi fator determinante para o resultado que tivemos no dia de ontem”, disse.

A relação de proximidade com parlamentares da base aliada deverá ser mantida pela presidente, segundo Ideli, e quando as reuniões não forem comandadas pela própria Dilma serão conduzidas pelo vice-presidente Michel Temer e ministros do governo.

No dia 17 de setembro, o Congresso voltará a analisar vetos presidenciais, entre eles o que mantém a multa de 10% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em caso de demissões sem justa causa. O governo não quer a extinção da multa, mas já admite discutir “alternativas” para que o veto não seja simplesmente derrubado.

“Vamos fazer conversas, negociações. Existem vários projetos tramitando em relação a essa questão. É importante termos garantias de que demissões imotivadas não ocorram, rotatividade de mão de obra não ocorra, a multa tem esse objetivo”, disse a ministra.

Segundo Ideli, além de evitar aumento das demissões sem justa causa, o governo não pretende abrir mão da multa de 10% sobre o FGTS porque os recursos são usados para subsidiar beneficiários do Programa Minha Casa, Minha Vida com renda até três salários mínimos. “Temos que encontrar uma solução que contemple todas essas questões”. Perguntada sobre a possibilidade de redução gradativa da multa, Ideli disse que a ideia “não está na perspectiva do governo”.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.