Maggi contesta título de inimigo do meio ambiente

Por iG São Paulo |

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Senador é classificado em 47º lugar no ranking do iG sobre os "60 mais poderosos do País"

Alan Sampaio / iG Brasília
Senador Blairo Maggi

Na série 60 mais poderosos do País publicada pelo iG, o senador Blairo Maggi é classificado na 47ª posição. No perfil publicado nesta quinta-feira (15), ele é citado como “o inimigo número 1 do meio ambiente”, de acordo entidades de proteção como o Greenpeace. Em resposta a afirmação, o senador enviou uma nota ao iG, na qual contesta essa definição.

Perfil completo: Blairo Maggi




Leia a resposta completa:

"A respeito da publicação ‘60 nomes mais poderosos do País’, temos a informar que:

a) Desconhecemos o levantamento do Greenpeace que responsabiliza o senador Blairo Maggi por metade da devastação ambiental brasileira entre 2003 e 2004. A publicação que temos conhecimento, diferente do que foi publicado pelo IG, diz que “entre 2003 e 2004, o desmatamento na região (Amazônia) chegou a 26.130 quilômetros quadrados, o segundo maior da história”.

b) Entendemos que a publicação é parcial quando ressalta que Maggi é “o inimigo número 1 do meio ambiente por entidades de proteção como o Greenpeace” e justifica a máxima com o troféu motosserra de ouro, ocorrido em 2006. Na sequência, relata fato mais recente, de 2010, quando recebeu da mesma instituição bombons de cupuaçu, pelo sucesso do programa MT Legal, lançado em seu governo e que serviu de exemplo para a construção do Código Florestal Brasileiro.

c) A assessoria de imprensa do senador não foi procurada para confirmar ou prestar esclarecimentos a respeito das informações publicadas por este portal.

Por fim, encaminhamos, para conhecimento, os selos e certificações adquiridos ao longo dos anos pelo Grupo André Maggi, também citado no levantamento:

Na última década o Grupo André Maggi firmou importantes compromissos institucionais de sustentabilidade, fez parcerias e aumentou sua participação em iniciativas socioambientais. O reconhecimento desse esforço tem sido as certificações que o grupo vem recebendo.

Ainda em 2007 a Fazenda Tucunaré foi a primeira fazenda de soja do Brasil a receber a certificação ISO 14.001, uma norma internacionalmente reconhecida, que define o que deve ser feito para estabelecer um Sistema de Gestão Ambiental efetivo.

O Grupo André Maggi tornou-se a primeira empresa do mundo a receber certificação por produzir soja de acordo com os princípios e critérios da Round Table on Responsible Soy (RTRS).

O Grupo possui também a certificação Pró-Terra, que estabelece critérios de responsabilidade socioambiental para a produção de soja não geneticamente modificada de forma sustentável, possui reconhecimento internacional e atende às demandas específicas do mercado.

Em 2001 o Grupo Amaggi recebeu a Certificação ISCC (International Sustainability & Carbon Certification). Sistema esse que foi desenvolvido para atender às exigências da União Européia na produção de biomassa. O certificado engloba, de maneira segura, todas as etapas do processo de produção considerando as exigências legais para a fabricação de biocombustíveis e de biomassa líquida usada na geração de eletricidade.

Em 2012 veio a Certificação Algodão Social para as fazendas Tucunaré, Itamarati e Água Quente, todas localizadas em Mato Grosso. O selo Algodão Social atesta a correta aplicação da legislação trabalhista rural, das normas de segurança do trabalho e de proteção ao meio ambiente.

Também em 2012, o Grupo André Maggi se tornou a primeira empresa brasileira e da América Latina apontada como referência de gestão ambiental em seu setor no relatório anual do Forest Footprint Disclosure (FFD) um dos mais respeitados projetos internacionais de monitoramento da ação de grandes companhias no planeta.

Durante a Rio+20, a Organização das Nações Unidas (ONU) apresentou um relatório sobre a ampliação da segurança alimentar e agricultura sustentável, no qual o Grupo André Maggi foi a única empresa brasileira do agronegócio citada como um caso de sucesso no que se refere às práticas socioambientais na produção agrícola e junto à cadeia produtiva.

PRINCIPAIS AÇÕES DO GOVERNO BLAIRO MAGGI NA ÁREA AMBIENTAL

Criação da Secretaria de Meio Ambiente (SEMA), com realização de concurso público para provimento das vagas. Estruturação da pasta, criando condições para a preservação ambiental, com disponibilização de recursos, como viaturas e helicóptero para controle das áreas a serem preservadas.

Investimentos em tecnologia, imagens de satélite e monitoramento em tempo real que hoje são os principais trunfos da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) na redução do desmatamento.

Aquisição de imagens via satélite para monitoramento.

Investimento em orçamento, que em 2005 era menor que R$ 34 milhões, em 2009 ultrapassou R$ 95 milhões.

Imagens de radar para monitoramento dos municípios que mais desmatam.

Implantação do REED em Mato Grosso. O Estado faz esse experimento a partir de uma iniciativa do Governador Blairo Maggi. O REDD - Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação florestal (REDD) - é um mecanismo que tem como objetivo reduzir as emissões dos gases do efeito estufa (GEEs) provenientes do desmatamento e da degradação florestal, incentivar o manejo sustentável das florestas e aumentar e preservar os estoques de carbono florestais.

Criou o Comitê de Gestão do Fogo (Decreto n° 901, de 14 de julho de 2003) que institui um grupo de atuação no combate às queimadas com ações conjuntas entre Defesa Civil, Bombeiro Militar, Secretaria de Meio Ambiente, Casa Militar, Ibama, Ong’s, entre outros.

A criação e implantação do MT Legal, instituído pela Lei Complementar 343 de 2009 e regulamentado pelo decreto 2.238 de 13 de novembro de 2009. Por meio do Programa Mato-grossense de Regularização Ambiental, o produtor rural que teve sua propriedade embargada por irregularidades ambientais, pode aderir ao MT Legal por meio do Cadastro Ambiental Rural (CAR). Este é o primeiro passo para que os órgãos ambientais liberem a área e os produtores saiam da ilegalidade.

De 2003 a 2010, houve uma redução de 92,7% da área desmatada em Mato Grosso. Os dados são do Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (PRODES), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). De acordo com o instituto, maior redução ocorreu nos estados da Amazônia Legal.

MT LEGAL: CONTRIBUIÇÃO COM O CÓDIGO FLORESTAL

Programa de Regularização Ambiental Rural (PRA): Visa propiciar a regularização do passivo ambiental existente no campo, trazendo para a legalidade produtores que passam a contar com um instrumento ágil e de custo reduzido. Adicionalmente, contribuirá para sanar o passivo ambiental relativo à degradação de áreas de preservação permanente e conversão de Reserva Legal.

Cadastro Ambiental Rural (CAR): como etapa inicial do processo de Licenciamento Ambiental de Imóveis Rurais, visando a obtenção da LAU, sendo o mesmo formalizado eletronicamente a um custo reduzido, o que possibilita ao interessado iniciar a recuperação/compensação de seu passivo ambiental sem sua prévia autuação administrativa.

Conversão das Multas: para quem adere ao programa e depois comprova a recuperação do passivo, a multa é automaticamente anulada".

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