Ministério Público deve arquivar denúncia contra vereador tucano

Por Ricardo Galhardo - iG São Paulo | - Atualizada às

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A PF indiciou Andrea Matarazzo por corrupção no caso do suposto pagamento de propina pelo grupo Alstom; em nota, político classificou denúncia de 'disparate'

O Ministério Público Federal deve arquivar a denúncia de corrupção passiva contra o vereador Andrea Matarazzo (PSDB-SP) no caso do suposto pagamento de propinas pelo grupo francês Alstom a políticos no Brasil. De acordo com fontes do Ministério Público Federal que tiveram acesso ao inquérito, o indiciamento não tem sustentação jurídica.

Leia mais: Matarazzo diz que denúncia contra ele é 'disparate'

Reprodução
Matarazzo classifica denúncia de 'disparate'

Matarazzo foi indiciado em inquérito da Polícia Federal por corrupção passiva porque, segundo a PF, era secretário estadual de Energia na época da assinatura de um contrato de R$ 72 milhões para a EPTE, controlada pelo Estado.

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Segundo troca de mensagens entre executivos da Alstom apreendida pelo Ministério Público da Suíça, onde a multinacional é investigada por corrupção desde 2008, a empresa pagou propinas a políticos do PSDB em 1997. Matarazzo foi secretário por oito meses em 1998. Além dele, outras quatro pessoas foram indiciadas.

Nesta sexta-feira o vereador divulgou uma nota na qual classifica o indiciamento como um “disparate”. Leia a íntegra:

“É um disparate a forma como querem ligar meu nome a supostos favorecimentos. Não sou sequer citado na troca de correspondência entre executivos da Alstom, em 1997 que consta em documento da Polícia Federal, um ano antes de eu me tornar secretário de Energia.

Durante o período em que fui secretário não tive conhecimento, não discuti nem assinei qualquer aditivo ou contrato que esteja sendo investigado. As atas das reuniões podem comprovar.

Os indícios apontados pelo delegado da Polícia Federal são o fato de eu ter sido secretário de Energia e pertencer ao mesmo partido político que governava São Paulo.

Meu advogado Antônio Cláudio Mariz de Oliveira já tomou as providencias necessárias para que os fatos prevaleçam.

É com muita indignação e repulsa que vejo meu nome envolvido, pela primeira vez em 20 anos de vida pública, em denúncias infundadas sobre assuntos dos quais jamais tive conhecimento ou participação”.

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