Na segunda semana da série com 60 mais poderosos do País, líderes de empresas recebem palavras de motivação

Embora o poder político dependa diretamente da opinião pública, a repercussão da segunda semana da série do iG com os 60 mais poderosos do País mostra que os políticos estão com a reputação em baixa, pelo menos na visão dos internautas. Entre os cinco perfis publicados desde segunda-feira, há um deputado, um ministro, um marqueteiro da Presidência da República e dois empresários. Os textos sobre os políticos, além de terem registrado o menor número de leitores, foram também os mais criticados. Já os líderes de grandes empresas tiveram audiências maiores, receberam comentários mais elogiosos e, em alguns casos, até carinhosos.

Veja o ranking: 10 nomes já foram divulgados

Entenda a série: iG escolhe 60 mais poderosos do País

José Eduardo Cardozo é o 54º mais poderoso do País
Agência Brasil
José Eduardo Cardozo é o 54º mais poderoso do País

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo (PT) , ficou na 54ª posição do ranking, principalmente por ser um dos membros da equipe da presidente Dilma Rousseff em quem ela mais confia. No cargo desde o início do governo, resistiu à “faxina de Dilma” e até a crises geradas por declarações polêmicas como a segundo a qual “as prisões brasileiras são medievais”. Mas durante a semana, seu perfil recebeu o menor número de acessos. Entre os comentários, só chegaram críticas, a maioria delas generalistas e relacionadas à sua condição de político, como a de Hugo Mancin: “Eu não consigo acreditar mais em nenhum político, podem elogiar, podem enaltecer e fazer o que quiserem porque eu só vejo nos olhos, nas palavras e nos trejeitos desses senhores a falsidade”.

O tom dos comentários ficou ainda mais contundente no perfil do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB) , envolvido em diversos escândalos e denúncias públicas, mas com enorme poder no Congresso. Conhecido por manipular situações para adiantar ou atrasar os ponteiros de uma votação de acordo com seus interesses, recebeu acusações no ranking como a de Antonio José Marciano, que escreveu: “Poderoso, mas enrolado. É poderoso porque é enrolado ou é enrolado porque é poderoso e por isso não teme consequências de suas ações sujeitas a explicações. Muda Brasil!!!”. Em 55º lugar do ranking, o perfil foi o segundo menos acessado da semana.

Embora não seja político, o marqueteiro e consultor de Dilma, João Santana, escolhido o 53º mais poderoso do País, sofreu críticas parecidas por sua proximidade com o governo. Baiano da cidade de Tucano, jornalista por vocação e compositor engajado nos anos 70 e 80, aos 60 anos ele é uma espécie de Midas da política nacional e internacional. Entre os que leram o perfil, poucos se manifestaram positivamente.

Na outra ponta, o texto mais lido foi o do empresário Carlos Sanchez , 52º do ranking, que construiu um império e se tornou o magnata dos medicamentos genéricos no Brasil. Apesar de receber algumas críticas, muitos leitores demonstraram admiração por seu trabalho, como Antônio Diogenes de Almeida Santos, que postou: “Empresário jovem, com um currículo invejável e com futuro já promissor, parabéns Sr. Carlos Sanchez”. Já Daniel Ebram Gusmão disse que virou fã de Sanchez: “Sou farmacêutico e ao ler a matéria virei fã do Sanchez. E não sabia que haverá outro laboratório com a união da marcas. Que ganha é o Brasil. Boa sorte.”

Luiza Trajana é a primeira mulher a aparecer na lista de poderosos
Divulgação
Luiza Trajana é a primeira mulher a aparecer na lista de poderosos

A primeira mulher a aparecer na lista de mais poderosos do Brasil no ranking do iG é Luiza Trajano , CEO da rede de varejo Magazine Luiza, que chegou a ser cogitada para um ministério. Ela transformou o grupo em uma das maiores redes varejistas do País sem perder hábitos antigos como visitar as lojas e trocar dois dedos de prosa com clientes.

Essa proximidade do dia a dia se refletiu nos comentários, que reuniram reclamações sobre a entrega de produtos e mensagens de apoio a ela. Desiree Ramos Machado, por exemplo, escreveu: “Em Porto Alegre a entrega é feita pelos correios, que sumiram com o meu celular. Depois de 15 dias o Magazine me enviou outro. Devem trocar o transportador para alguém mais confiável aqui”, enquanto Maria Mirtes Borges Caldeira foi dócil em seu recado: “Luiza Helena, te conheci quando tinha seus 12 anos, estudante do Colégio Jesus Maria José. Convivi com seus pais e tios, fui funcionária do Magazine Luiza em 195.... com Sirlene e outras. Beijos, saúde e sorte.”

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.