Cade funciona como 'polícia-política', diz tucano após acusações contra PSDB

Por Agência Estado |

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Órgão teria documentos que comprovariam participação dos tucanos na formação de cartel em licitações do metrô

Agência Estado

O presidente estadual do PSDB em São Paulo, deputado Duarte Nogueira, criticou nesta sexta-feira (2) o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) por sua atuação no caso do suposto cartel em licitações do metrô em São Paulo.

Após denúncias de cartel, manifestantes protestam contra Alckmin em SP
Além de cartel, Metrô e CPTM respondem a mais de 130 inquéritos

O Cade teria documentos em que a empresa alemã Siemens afirma que o governo de São Paulo sabia e deu aval à formação de um cartel para licitação de obras do metrô no estado, segundo denúncia publicada pelo jornal "Folha de S.Paulo". O suposto esquema poder ter causado prejuízo aos cofres públicos durante os governos dos tucanos Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin.

Licitações do Metrô e CPTM tinham esquema de cartel desde 1998

O Cade, segundo Nogueira, "faz vazamentos seletivos de dados à imprensa, com o claro objetivo de confundir e de produzir efeitos políticos e eleitorais". Duarte Nogueira criticou o órgão, ligado ao Ministério da Justiça, e disse que sua atuação no caso se parece com a de uma "polícia política".

Divulgação
Em SP, cartel atuou no fornecimento de trens e na construção das Linhas 5-Lilás e 2-Verde

Outras denúncias

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e o Metrô, empresas que seriam alvos do cartel denunciado por executivos da multinacional Siemens, são objeto de mais de 130 investigações por supostas irregularidades em contratos e licitações segundo dados do Ministério Público Estadual de São Paulo.

No total, CPTM e Metrô são alvo de mais de 200 inquéritos em andamento no MPE. Grande parte deles é referente a questões cotidianas como mal funcionamento dos trens, estações e reclamações trabalhistas.

Outras 135 investigações, no entanto, dizem respeito a suspeitas de mal uso de dinheiro público. Alguns inquéritos apuram contratos milionários como o da implantação do sistema ferroviário da CPTM entre o Capão Redondo e o Largo 13 de Maio ao custo de R$ 404 milhões.

Neste caso, além da CPTM são investigadas as empresas Siemens (Alemanha), Alstom (França) e CAF (Espanha) que ao lado de outras 10 fornecedoras, duas delas brasileiras, foram citadas como integrantes de cartéis que visavam superfaturar em 20% preços de obras e serviços nas áreas de metrô, ferroviária e hidrelétrica em depoimento voluntário de executivos da Siemens ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) do Banco Central.

Algumas das empresas apontadas pela Siemens como Bombardier (França), Temoinsa (Chile) e a brasileira Tejofran também são alvo de inquéritos. Segundo uma fonte do MPE, o valor dos contratos suspeitos ultrapassa R$ 1,5 bilhão.


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