Assediado por Lindbergh Farias, PSOL descarta se aliar ao PT no Rio

Por Luciana Lima - iG Brasília |

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Após os protestos, o PSOL foi procurado pelo senador petista em busca de uma aliança para candidatura ao governo do Estado

Assediado pelo senador Lindbergh Faria (PT-RJ) como possibilidade de aliança, o PSOL fluminense descarta qualquer possibilidade de se coligar com PT para 2014. O deputado estadual Marcelo Freixo, um dos principais interlocutores do partido, disse que já conversou com Lindbergh sobre o assunto e enfatizou que não vê nenhuma semelhança entre os projetos das duas legendas capaz de sustentar uma coligação.

“Ele me procurou várias vezes, mas deixei claro que não há disposição do PSOL em estar com o PT que também tem procurado alianças com outras legendas como o PP e PPS. Além disso, duvido que Lindbergh recuse uma proposta de renovação da aliança com o PMDB, do governador Sérgio Cabral, caso tenha a garantia de que ele será o candidato. Já disse isso a ele”, enfatizou.

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O senador Lindbergh Farias

Antes dos protestos, o PSOL já havia decidido ter candidatura própria a todos os cargos do Executivo, apesar de ter colocado o reforço das bancadas estaduais e federais como prioridade.

A avaliação do partido era de que seriam necessárias as candidaturas majoritárias, mais para marcar posição, já que não havia condições reais de vencer. Um nome cogitado para se candidatar no Rio de Janeiro é o do vereador Paulo Pinheiro. Os quadros mais conhecidos do partido, no entanto, assumiram o papel de “puxadores de voto” de deputados estaduais e federais.

Embora haja uma crença no PSOL de que as manifestações aumentaram o potencial das candidaturas do partido, a ideia de inverter a estratégia, apostando nos cargos executivos, tem sido cogitada, mas ainda não foi conversada dentro do partido. Essa inversão poderá ser o principal assunto do encontro do partido marcado para final de novembro.

“Nossa intenção é aumentar as bancadas, mas sabemos que nossas perspectivas são boas e aumentaram muito após os protestos”, comentou Chico Alencar que, por hora, se declara candidato à reeleição na Câmara.

Alencar ressalva que o momento também não é adequado para expor candidaturas. “Quem se lançou, teve que recuar. Aécio Neves cancelou agenda, Dilma Rousseff voltou a ser presidente, Eduardo Campos se recolheu”.

Lindbergh, que já havia anunciado sua intenção de ser candidato desde o ano passado, tem enfrentado um impasse dentro do PT e fora do partido, na difícil relação com o PMDB de Cabral que quer a candidatura do vice-governador Luiz Fernando Pezão. Para viabilizar seu nome, aposta em se manter distante do PMDB e procurar alianças “mais à esquerda”.

A estratégia esbarra em parte dos petistas fluminenses que defende a permanência nos cargos que o partido tem no governo estadual e na prefeitura, onde além de quatro secretarias, o PT tem o vice-prefeito, Adilson Pires. Entre os fieis a Cabral está a deputada Benedita da Silva.

Outra parte, minoritária, continua defendendo o desembarque do governo, apesar da decisão da bancada estadual, tomada em março deste ano de permanência. Nesse grupo estão o próprio Lindbergh e o deputado federal Alessandro Molon.

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