Eduardo Campos admite conversas com Lula após protestos pelo Brasil

Por Agência Estado |

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Segundo o governador, a posição do PSB é de que a eleição de 2014 deve ser discutida apenas ano que vem

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O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), admitiu neste sábado (13) ter mantido conversas com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos últimos dias, após as recentes manifestações que tomaram o País. Ele negou, porém, que as eleições de 2014 foram a pauta das conversas.

"Encontrar com o Lula não é notícia. O Lula é um amigo, um companheiro de partido. Ao longos dos últimos dias, tivemos vários contatos por telefone. Conversamos sobre esse momento do País", afirmou Campos, em evento promovido pelo PSB no Rio de Janeiro.

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Ricardo Stuckert/Instituto Lula
"Ao longos dos últimos dias, tivemos vários contatos por telefone. Conversamos sobre esse momento do País", afirmou Campos

Segundo o governador, a posição do PSB, definida antes das manifestações, é de que as eleições de 2014 devem ser discutidas apenas em 2014. "É como diz aquele ditado popular: quem tem pressa come cru", argumentou o político, acrescentando que essa postura ganha força diante do momento político do País. "Isso tudo não é um debate eleitoral. É um debate político fundamental para não perdemos 2013. E para que o Brasil não perca as conquistas dos últimos 30 anos", afirmou.

Na visão do político pernambucano, a sociedade brasileira vive um momento delicado, o qual exige bom senso e capacidade de aglutinação dos agentes políticos em torno da construção de um novo pacto político que reflita os anseios da população. "Temos que pensar menos em candidatura e mais no Brasil. Se tivéssemos discutido mais o conteúdo e menos a forma, teríamos avançado mais em 2013. Não é com a velha política que vamos recuperar a crença do povo brasileiro sobre o futuro do País", disse Campos.

"As manifestações não foram nada demais", diz o sociólogo

Ainda comentando o impacto político das manifestações, o governador de Pernambuco classificou como "conjuntural" a forte queda de popularidade da presidente Dilma Rousseff, segundo o último levantamento do Datafolha. "O mais importante neste momento é não perder o rumo estratégico do Brasil", argumentou.

O político destacou que o País vem registrando fraco crescimento econômico nos últimos três anos e há uma perda de confiança dos investidores em relação aos rumos da economia, o que gera um ciclo negativo para o País. "Precisamos mostrar que o Brasil é uma democracia sólida e segura e passar a confiança aos investidores internos e externos para garantir os investimentos", afirmou.

Nesse contexto, Campos propôs que os partidos, da situação e da oposição, se unam para evitar uma piora da economia. Numa crítica indireta, ele argumentou que é fundamental o governo federal reforçar seu compromisso com o equilíbrio fiscal e retomar o diálogo antes de tomar decisões.

Campos ainda afirmou que o PSB é a favor da realização de plebiscitos como um instrumento de garantir a maior participação popular nas decisões importantes da sociedade brasileira. "O plebiscito é um instrumento que tem que ser mais utilizado na vida do País. É um instrumento presente na Constituição Federal e que só foi usado em duas oportunidades de 1988 para cá", argumentou.

Apesar dessa posição, Campos se mostrou contrário à realização do plebiscito proposto pelo governo federal para promover uma reforma política ainda em 2013, o que violaria o princípio da anualidade das regras eleitorais, dada a proximidade com as eleições de 2014.

"Fazer um plebiscito e ferir a Constituição no que diz respeito ao princípio da anualidade, não concordamos", afirmou, lembrando que o princípio da anualidade justamente existe para evitar que os governos no poder alterem as regras eleitorais em benefício próprio.

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