Temer recua e diz que governo quer reforma política para 2014

Por Agência Estado |

compartilhe

Tamanho do texto

Vice-presidente afirmou hoje de manhã que 'não há condições' de plebiscito acontecer a tempo de valer para as próximas eleições

Agência Estado

Menos de quatro horas depois de afirmar que "temporalmente é impossível" aplicar um plebiscito que altere as regras do sistema político já em 2014, o vice-presidente Michel Temer recuou e, em nota, disse que o "governo mantém a posição de que o ideal é a realização do plebiscito em data que altere o sistema político-eleitoral já nas eleições de 2014".

Antes: Para Temer, 'não há condições' de plebiscito valer para eleições 2014

Antonio Cruz/ABr
O vice-presidente da República, Michel Temer, se reuniu com ministros e líderes da base aliada para discutir propostas para a reforma política


Nesta quinta-feira pela manhã, Temer se reuniu com os ministros da Educação, Aloizio Mercadante, da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, para tratar do plebiscito. Também participaram do encontro líderes de partidos aliados na Câmara dos Deputados.

Entenda: Os cinco temas do plebiscito propostos por Dilma sobre reforma política

Perguntas: Planalto encaminha ao Congresso propostas para plebiscito da reforma política

Questionado se estava claro, entre os líderes e o governo, que não haveria tempo suficiente para viabilizar um plebiscito que alterasse as regras do sistema político já em 2014, Temer respondeu: "A esta altura, embora fosse desejável, mas temporalmente é impossível. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) muito adequadamente fixou um prazo de 70 dias a partir dos temas apresentados ao TSE. Imagine se isso durar duas, três semanas, mais 70 dias, já chegamos ao mês de outubro e, a partir daí, já entra o princípio da anualidade, não é possível aplicar em 2014."

Pela manhã, o vice-presidente também disse que "não há mais condições e, vocês sabem disso, de fazer qualquer consulta antes de outubro". "E, não havendo condições temporais de fazer essa consulta, qualquer reforma que venha só se aplicará para as próximas eleições, e não para esta", disse.


Leia tudo sobre: Michel TemerReforma política

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas