Para Temer, 'não há condições' de plebiscito valer para eleições 2014

Por iG São Paulo |

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Após reunião com líderes da Câmara, vice-presidente disse que há consenso de que não há tempo para fazer uma consulta sobre a reforma política para o ano que vem

O vice-presidente da República, Michel Temer, afirmou que é um consenso entre os líderes da base aliada do governo na Câmara o fato de que o plebiscito da reforma política não terá efeitos nas eleições de 2014. "Não há mais condições de fazer qualquer consulta antes de outubro. E, por isso, qualquer reforma que venha só se aplicará para as próximas eleições e não para esta", disse Temer, após se reunir com os deputados na manhã desta quinta-feira (4).

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Na reunião, estavam presentes os líderes da base governista na Câmara e os ministros Ideli Salvatti (Relações Institucionais), Aloizio Mercadante (Educação) e José Eduardo Cardozo (Justiça). A reunião ocorreu no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente.

Segundo Temer, uma prazo possível para a realização do plebiscito seria em outubro do próximo ano, junto ao segundo turno das eleições. Neste caso, as medidas aprovadas só produziriam efeitos nas eleições municipais de 2016. Apesar da sugestão, ainda não há consenso sobre a data da consulta pública.

Antonio Cruz/ABr
O vice-presidente da República, Michel Temer, se reuniu com ministros e líderes da base aliada para discutir propostas para a reforma política

Ele voltou a reafirmar o apoio dos parlamentares à tese do plebiscito para tratar da reforma política. "Subsequentemente vamos fazer uma reunião com as lideranças do Senado e, havendo o mesmo apoio à tese plebiscitária, em seguida, as bases da Câmara e do Senado formalizarão um Projeto de Decreto Legislativo para fixar a data e os temas a serem debatidos", disse Temer.

*Com informações da AE e da Agência Câmara

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