Randolfe Rodrigues foi o primeiro representante da oposição a ser recebido para discutir medidas do governo

Agência Brasil

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) disse nesta segunda-feira (1°), após encontro com a presidenta Dilma Rousseff, que é favorável à realização de um plebiscito sobre a reforma política e sugeriu que a consulta popular inclua questões sobre o voto em lista, o fim do financiamento privado de campanhas, a revogação popular de mandatos e o fim da reeleição e do foro privilegiado para políticos.

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Segundo Randolfe, apenas as duas primeiras questões “têm acordo” para ser incluídas no plebiscito, conforme as negociações feitas até agora entre o governo e líderes partidários. Randolfe foi o primeiro representante da oposição a ser recebido por Dilma para discutir as medidas que o governo vai tomar em resposta às manifestações no país.

Randolfe Rodrigues entregou requerimento por conta das novas denúncias envolvendo Marconi Perillo (PSDB)
Agência Senado
Randolfe Rodrigues entregou requerimento por conta das novas denúncias envolvendo Marconi Perillo (PSDB)

“Temos acordo sobre o plebiscito, principalmente sobre o fim do financiamento privado”, afirmou. As propostas defendidas pelo senador durante o encontro não representam o PSOL, são posicionamentos pessoais. A legenda desistiu de vir à reunião, argumentando que não conseguiu reunir a executiva do partido antes do encontro.

Além do apoio ao plebiscito – e não a um referendo, como defendem alguns líderes da oposição – Randolfe apresentou a Dilma propostas nas áreas de educação e mobilidade urbana. O senador defendeu a aprovação imediata do Plano Nacional de Educação, com 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para o setor, e a ampliação das fontes de financiamento da área, inclusive com lucros de estatais.

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Randolfe disse que a proposta de tarifa zero defendida pelo Movimento Passe Livre, que deu origem à onda de manifestações pelo país, é “possível e necessária” e que os recursos para subsidiar o benefício podem surgir após uma auditoria da dívida pública do país.

Para a área de mobilidade urbana, o senador do PSOL defendeu que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) volte a financiar municípios para criação de empresas públicas de transporte, como acontecia até a década de 1980. Segundo Randolfe, as concessões continuariam a existir, mas as empresas públicas municipais de transporte poderiam regular as tarifas para baixo obrigando as empresas privadas a abrirem as planilhas de custo. A proposta, de acordo com o senador, poderá ser avaliada pelo grupo de trabalho criado pelo governo federal para discutir as questões de transporte público após as manifestações.

Randolfe disse que foi convidado a se reunir com Dilma junto com outros líderes da oposição, mas que pediu que o encontro fosse separado do DEM e do PSDB, por defenderem “teses divergentes”.

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