Dilma diz que protestos no Brasil são por mais direitos e participação

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Presidente participa de reunião, na qual trata também a ideia de fazer um plebiscito sobre a reforma política

Agência Brasil

A presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira que as manifestações no Brasil não são parecidas com os protestos que acontecem em outros lugares do mundo, contra quadros de recessão, desemprego ou pedindo democracia e direitos humanos. “No Brasil, o que se quer são mais direitos, mais participação e mais, sem dúvida, ação do cidadão”.

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Líderes do Congresso também participam da reunião ministerial


Ela interrompeu a reunião ministerial, a terceira de seu governo, para dar esclarecimentos à imprensa ao lado do ministro do Esporte, Aldo Rebelo. O encontro começou por volta das 17h e, de acordo com a presidenta, ainda levará várias horas.

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A presidente Dilma Rousseff durante reunião com representantes de movimentos de jovens na semana passada

A reunião também trata, segundo Dilma, da ideia de fazer um plebiscito para consultar a população sobre qual a reforma política que o povo brasileiro quer. “É importante que haja uma consulta popular para que ela balize a reforma política que se quer fazer”, disse.

Além de 37 ministros, os líderes do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), e no Congresso, José Pimentel (PT-CE), participam da reunião na residência oficial da Granja do Torto. Somente os ministros da Cultura, Marta Suplicy, e das Relações Exteriores, Antonio Patriota, que estão em viagem ao exterior, não estão no encontro, mas mandaram representantes.

Controle da inflação

Dilma prometeu ainda que o governo estará atento para a manutenção do equilíbrio fiscal do país. De acordo com ela, a estabilidade econômica ajuda no controle da inflação e deixa o país mais preparado para enfrentar as turbulências internacionais.

“Em relação à estabilidade [econômica], estamos atentos para a robustez fiscal do país. Isso significa maior controle da inflação. A estabilidade é importante neste momento em que há transição de política econômica, principalmente do Banco Central norte-americano, que está passando de uma política de expansão monetária para contenção da liquidez internacional”, declarou a presidenta.

A presidente destacou que a estabilidade econômica é um dos cinco pactos propostos em reunião com governadores e prefeitos na semana passada.

Reuniões

No fim de semana, Dilma teve reuniões com os ministros das Comunicações, Paulo Bernardo, e da Saúde, Alexandre Padilha. Nesta segnda (1°) pela manhã, a presidenta recebeu o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

Na semana passada, a presidenta recebeu pela primeira vez em seu governo representantes de movimentos sociais e organizações da sociedade civil, que de alguma maneira participaram dos protestos.

Dilma também reuniu prefeitos das capitais e governadores para apresentar as medidas que o governo deve adotar em resposta às demandas levadas às ruas durante as manifestações.


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