Após manifestações, Dilma diz que ficará mais acessível a discussões

Por Luciana Lima - iG Brasília | - Atualizada às

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Demonstrando bom humor, Dilma prometeu dar mais entrevistas e ampliar diálogo com movimentos sociais

Após pesquisas que apontaram queda na aprovação de seu governo e à onda de manifestações que ganharam as ruas das principais cidades brasileiras nas últimas semanas, a presidente Dilma Rousseff prometeu adotar uma postura bem mais aberta. Em conversa com jornalistas no intervalo da reunião ministerial chamada nesta segunda-feira por Dilma, a presidenta disse que dará mais entrevistas e que seu governo pretende ampliar o diálogo com movimentos sociais por meio de conferências.

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“Eu acredito que essa questão do impacto das ruas tem de tornar qualquer governante mais acessível à discussão”, reconheceu a presidente. “Dessa forma, vocês vão daqui para frente me ver muito mais”, brincou.

“Vamos chamar as conferências”, disse Dilma referindo-se às áreas da Saúde, direitos da mulher, de crianças e adolescentes e de combate à discriminação racial.

Agência Brasil
Dilma evitou comentar a pesquisa que apontou queda de 27% na avaliação do seu governo

Dilma evitou comentar a pesquisa Datafolha, divulgada no último fim de semana que apontou queda 27 pontos percentuais na avaliação do seu governo. “Eu nunca comentei pesquisa, nem em cima e nem em baixo. Eu recebo pesquisa pelo valor de face. Ela é um retrato do momento e a gente tem que aceitar”.

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O objetivo da reunião, segundo Dilma, é fazer com que os ministros acelerem a gestão de suas áreas para dar uma resposta mais rápida às demandas. Dilma avaliou ainda que as manifestações apontaram que há problemas na questão urbana no Brasil e repetiu que a questão da mobilidade será priorizada. Ela ainda enfatizou que, apesar de ter que priorizar o equilíbrio fiscal, ela não admitirá “corte de gastos sociais”.

“Vamos ver onde podemos cortar, mas não vi nas ruas ninguém pedindo cortes sociais”, disse a presidente. “As pessoas foram para as ruas por mais direitos”, declarou

Dilma também disse que é prioridade do governo melhorar a interlocução com o Congresso e fez questão de frisar que proposta de plebiscito que ela vai enviar amanhã ao Congresso “é apenas uma sugestão”, destacou.

É necessário deixar claro que quem convoca é Congresso. Por isso, eu faço questão de frisar que é uma sugestão”, disse a presidente.

Demonstrando bom humor, Dilma disse ainda que não foi ao Maracanã, na final da Copa da Confederações, porque não estava previsto. Ela se mostrou mais preocupada com a Copa do Mundo do próximo ano. “Eu tenho uma copa pela frente e vou dizer, eu sou pé quente”, disse a presidente.

Na abertura da Copa das Confederações, em Brasília, Dilma foi vaiada e sua atitude de não ir à final no domingo teria irritado os organizadores. “Eu não fui ao Maracanã porque eu não fui ao Maracanã. Eu não fui porque não estava previst0”, disse.

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