Vereadores instalam CPI dos Transportes em SP

Por Natália Peixoto - iG São Paulo | - Atualizada às

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Comissão irá investigar as planilhas de custo usadas para elaborar tarifa de ônibus; relator ainda não foi definido

A Câmara Municipal de São Paulo instalou, nesta quinta-feira (28), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que irá investigar a elaboração dos valores das tarifas de ônibus na capital.

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Hoje pela manhã, os sete vereadores que compõem a CPI dos Transportes realizaram a primeira reunião e prometeram que os trabalhos irão continuar ao longo do recesso parlamentar em julho. O próximo encontro será na terça 2 de julho, às 11h, quando devem ser definidos o calendário de trabalho, a vice-presidência e a relatoria da comissão. A CPI irá funcionar por 120 dias.

Natália Peixoto / iG São Paulo
Vereadores que compõem a CPI dos Transportes se reúnem pela primeira vez

Para a relatoria, o mais cotado é o vereador Milton Leite (DEM), líder do bloco PR/DEM e ligado às coperativas de perueiros na zona Sul da capital. Leite nega interesse em assumir o cargo. Outro nome cotado é o do vereador Eduardo Tuma (PSDB), único da oposição no colegiado.  A comissão é formada também pelo presidente, Paulo Fiorilo (PT), Edir Salles (PSD), Nelo Rodolfo (PMDB), Dalton Silvano (PV) e Adilson Amadeu (PTB).

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A reunião foi acompanhada por cinco membros da Coalização Estudantil, um grupo que reúne entidades estudantis e movimentos sociais, criado há menos de um mês, e que promete acompanhar de perto o trabalho dos vereadores.

'Chapa branca'

A CPI instalada hoje foi apresentada pela bancada do PT para evitar atender à pressão popular sem permitir que a comissão proposta por Ricardo Young (PPS) fosse instalada. Em seu primeiro mandato e com uma atuação marcadamente de oposição, Young ficou de fora da composição formal da CPI por conta da proporcionalidade partidária que definiu a composição. Se o seu requerimento fosse aprovado, ele presidiria as investigações.

Fiorilo rechaça a ideia de que a CPI seja "chapa branca", como diz a oposição, mesmo tendo 6 dos 7 membros da base do prefeito Fernando Haddad (PT). 

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