Reforma política: Partidos aceitam plebiscito, mas Congresso terá palavra final

Por iG São Paulo |

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Após reunião com presidentes dos partidos aliados, Mercadante disse que Dilma pretende mandar proposta de plebiscito ao Congresso na próxima semana

A presidente Dilma Rousseff pretende encaminhar na semana que vem ao Congresso Nacional a proposta de plebiscito sobre a reforma política, disse o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, nesta quinta-feira (27). A validade das novas regras já para as eleições de 2014 divide os aliados e depende ainda de uma resposta do TSE para saber quanto tempo será necessário para organizar o plebiscito.

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Em reunião com Dilma, os presidentes dos partidos aliados aceitaram a realização da consulta. Após o encontro, Mercadante, que tem sido o porta-voz da presidente nesta questão, disse que o plebiscito servirá para "balizar" a reforma política, mas que a palavra final será do Congresso Nacional. A presidente também se reuniu com os líderes dos partidos aliados da Câmara e do Senado.

Agência Brasil
A presidente Dilma discute com presidentes de partidos aliados plebiscito para a reforma política

O presidente do PDT, Carlos Lupi, disse à Reuters que Dilma quer que "alguma coisa já passe a valer para as próximas eleições", mas admite que "nem tudo poderá estar em funcionamento já em 2014". O presidente do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, disse que a aplicação das mudanças pode inclusive ser alvo do plebiscito.

A polêmica entre os aliados aumenta mais quando o debate é sobre o que será perguntado à população. Lupi afirmou que a proposta da presidente é que sejam feitos "no máximo cinco ou seis questionamentos".

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O líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), afirmou os líderes partidários da base aliada do governo no Senado chegaram a um consenso e foram unânimes a favor do plebiscito sobre a reforma política.

Braga disse que a presidente vai se reunir com lideranças da oposição na segunda-feira, 1º de julho, para discutir a reforma política. Os partidos de oposição definiram hoje (27) que, em um encontro com Dilma, não vão se limitar ao debate sobre a reforma política. 

Para a oposição, o tema da reforma política não é a prioridades dos movimentos populares. Segundo eles, a ideia de realização de um plebiscito está sendo usado como “cortina de fumaça” para desviar o foco do que precisa ser mudado.

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“Vamos discutir com nossos partidos qual é a mensagem que vamos levar porque a nossa proposta é diferente da dela (Dilma Rousseff)”, disse o líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP). “Não está na pauta, efetivamente, como tópico, a reforma política. Temos outros assuntos para tratar como a melhoria da saúde, da educação, do transporte e o combate à corrupção”, acrescentou o tucano.

Para o líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), se o governo realmente tivesse como prioridade a reforma política, ele poderia reunir a sua base no Congresso para aprovar mudanças.

Com Reuters e Agência Brasil

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