Comissão do Senado aprova PEC que pune trabalho escravo

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Votação no plenário depende de projeto que define o que é trabalho escravo e de proposta para regulamentar a expropriação de terras onde houver a exploração

Agência Brasil

Alan Sampaio / iG Brasília
Mesa diretora do Senado

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quinta-feira (27) por unanimidade a chamada PEC do Trabalho Escravo (PEC 57-A/1999). O texto, que há 14 anos tramita no Congresso, permite a expropriação de terras onde houver exploração de trabalhadores. Nesses casos, as terras seriam destinadas à reforma agrária ou a programas de habitação popular, sem qualquer indenização ao proprietário.

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Sob o argumento de que antes de votar a proposta o Congresso precisa definir o que é trabalho escravo, um grupo de senadores tentou impedir a votação da PEC na CCJ. A votação só foi possível depois de um acordo proposto pelo presidente da comissão, Vital do Rêgo (PMDB -PB). 

O acerto prevê que antes de seguir para a votação em dois turnos no plenário da casa, uma Comissão Especial Mista de senadores e deputados vai simultaneamente trabalhar na regulamentação desse tipo de crime e também definir como se dará essa expropriação.

Segundo o relator da proposta, senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), a proposta de emenda à constituição não pode ser aplicada automaticamente. “É preciso que haja uma definição clara sobre o que é o trabalho escravo”, disse. Ele explicou ainda que atualmente os tribunais têm julgamentos conflitantes sobre essa definição. “Também é preciso que haja uma lei que defina qual será o processo judicial de expropriação, porque essa determinação só pode se dar por meio de decisão judicial. São duas leis necessárias para que a emenda constitucional seja eficaz”, disse.

Para dar celeridade à tramitação da PEC, o presidente da CCJ vai definir o prazo para o trabalho da comissão mista com os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN). A expectativa é que a PEC do Trabalho Escravo esteja pronta para votação no Plenário do Senado logo depois da volta do recesso parlamentar em agosto.

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