Presidente conclui encontro com Cardozo e deve se reunir com outros ministros e com Temer; ainda não há confirmação se governo se pronunciará oficialmente sobre protestos

A presidente  Dilma Rousseff concluiu por volta do meio-dia desta sexta-feira (21) com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, uma reunião para avaliar as últimas manifestações e os atos de violência que aconteceram no País nos últimos dias. A previsão é que Dilma se reúna com outros ministros ao longo do dia também para mapear a extensão dos protestos e definir medidas emergenciais que podem ser tomadas para arrefecer o movimento. Ainda não há confirmação se o governo fará um pronunciamento oficial. 

O ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência da República, foi o único a dar declarações hoje e disse que Dilma está preocupada com os atos de vandalismo. “As manifestações acabam sendo palco de vandalismo. É triste ver a Esplanada como amanheceu”, disse o ministro se referindo aos estragos provocados no Palácio do Itamaraty e em outros prédios públicos. “Não iremos aceitar e no momento oportuno a presidente irá se manifestar”, disse o ministro.

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Dilma chegou ao Palácio do Planalto às 9h15 e pouco depois começou a reunião com o ministro da Justiça, que estava marcada para as 9h30. Dilma se reuniu também com o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e o da Educação, Aloizio Mercadante. A presidente também deve encontrar o vice-presidente Michel Temer.

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Segundo informações da Agência Estado, o governo assegura que o País tem condições de garantir a realização não só da Copa das Confederações , como de oferecer segurança à Jornada Mundial da Juventude ou à visita do papa, no mês que vem. Apesar de problemas pontuais, a avaliação é de que a Copa está sendo realizada normalmente.

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Ainda não está definido quem vai falar em nome do governo federal sobre os últimos acontecimentos ou se alguém vai falar. No Planalto, há duas correntes que permanecem discutindo se a presidente Dilma deveria responder aos episódios.

Há quem ache que, se ela convocar uma cadeia de rádio e TV para falar dos atos de violência e vandalismo vistos nos últimos dias, poderia trazer o problema para o seu colo. Mas há quem defenda que, de alguma forma, ela, ou alguém designado por ela, fale em nome do governo federal.

Na quinta-feira, cerca de 1 milhão de pessoas saíram às ruas em várias capitais - Brasília , São Paulo e Rio de Janeiro entre elas - e em várias cidades em protestos tensos que terminaram com a morte de um adolescente em Ribeirão Preto, diversos feridos e locais depredados e saqueados.

A invasão ao Palácio do Itamaraty deixou as autoridades palacianas "assustadas" e chocadas". Elas consideraram este fato "muito grave". 

*Com informações da Agência Estado

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