Dilma realiza reuniões de emergência após protestos marcados por violência

Por Luciana Lima - iG Brasília | - Atualizada às

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Presidente conclui encontro com Cardozo e deve se reunir com outros ministros e com Temer; ainda não há confirmação se governo se pronunciará oficialmente sobre protestos

A presidente Dilma Rousseff concluiu por volta do meio-dia desta sexta-feira (21) com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, uma reunião para avaliar as últimas manifestações e os atos de violência que aconteceram no País nos últimos dias. A previsão é que Dilma se reúna com outros ministros ao longo do dia também para mapear a extensão dos protestos e definir medidas emergenciais que podem ser tomadas para arrefecer o movimento. Ainda não há confirmação se o governo fará um pronunciamento oficial. 

O ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência da República, foi o único a dar declarações hoje e disse que Dilma está preocupada com os atos de vandalismo. “As manifestações acabam sendo palco de vandalismo. É triste ver a Esplanada como amanheceu”, disse o ministro se referindo aos estragos provocados no Palácio do Itamaraty e em outros prédios públicos. “Não iremos aceitar e no momento oportuno a presidente irá se manifestar”, disse o ministro.

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Dilma chegou ao Palácio do Planalto às 9h15 e pouco depois começou a reunião com o ministro da Justiça, que estava marcada para as 9h30. Dilma se reuniu também com o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e o da Educação, Aloizio Mercadante. A presidente também deve encontrar o vice-presidente Michel Temer.

Carvalho: Governo teme que protestos cheguem à Jornada Mundial da Juventude

Segundo informações da Agência Estado, o governo assegura que o País tem condições de garantir a realização não só da Copa das Confederações, como de oferecer segurança à Jornada Mundial da Juventude ou à visita do papa, no mês que vem. Apesar de problemas pontuais, a avaliação é de que a Copa está sendo realizada normalmente.

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Manifestantes entram em confronto com a polícia no Rio de Janeiro. Foto: APManifestantes entram em confronto com a polícia no Rio. Foto: O DiaManifestante é ferido no sétimo dia de protestos em SP. Foto: DivulgaçãoManifestantes hostilizam partidos em sétimo dia de protestos em SP. Foto: APManifestantes tentam invadir a sede do Itamaraty em Brasília. Foto: ReutersManifestantes rasgam bandeira do PT durante protesto na Avenida Paulista. Foto: Futura PressCartazes pedem fim da PEC 37 que limita poder de investigação do Ministério Público. Foto: Futura PressManifestantes durante sétimo dia de protestos em SP. Foto: Futura PressManifestação reúne milhares de pessoas em São Paulo. Foto: Futura PressManifestantes ateiam fogo no Palácio do Itamaraty em protesto que reuniu 20 mil em Brasília. Foto: ReproduçãoManifestantes colocam fogo no Palácio do Itamaraty em protesto que reuniu mais de 20 mil. Foto: ReproduçãoManifestantes saíram às ruas em Ribeirão Preto. Foto: Futura PressManifestante com capuz preto participa de manifestação em Porto Alegre, RS. Foto: Futura PressManifestantes entram em confronto com a polícia em Brasília. Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABrManifestantes entram em confronto com a polícia em Brasília. Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABrManifestantes entram em confronto com a polícia em Brasília. Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABrManifestantes entram em confronto com policiais durante protesto no centro do Rio de Janeiro  . Foto: O DiaManifestantes entram em confronto com policiais durante protesto no centro do Rio de Janeiro  . Foto: O DiaManifestantes entram em confronto com policiais durante protesto no centro do Rio de Janeiro  . Foto: O DiaManifestantes entram em confronto com policiais durante protesto no centro do Rio de Janeiro  . Foto: O DiaManifestantes entram em confronto com policiais durante protesto no centro do Rio de Janeiro  . Foto: O DiaProtesto contra o aumento do valor das passagens de ônibus, trens e metrô, em Curitiba (PR). Além das passagens, diversas outras causas estão  reivindicadas . Foto: Daniel Castellano/GAZETA DO POVO/Futura PressProtesto contra o aumento do valor das passagens de ônibus, trens e metrô, em Curitiba (PR). Além das passagens, diversas outras causas estão  reivindicadas . Foto: Daniel Castellano/GAZETA DO POVO/Futura PressManifestantes tentam invadir Prefeitura de Campinas,no interior de São Paulo. Foto: Futura PressManifestantes ocupam as ruas do centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/ABrManifestantes ocupam as ruas do centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/ABrManifestantes ocupam as ruas do centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/ABrManifestantes ocupam as ruas do centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/ABrMais de 20 mil manifestantes estão em frente ao Planalto, em Brasília. Foto: BSB Valter Campanato ABrMais de 20 mil manifestantes estão em frente ao Planalto, em Brasília. Foto: BSB Valter Campanato ABrMais de 20 mil manifestantes estão em frente ao Planalto, em Brasília. Foto: BSB Valter Campanato ABrCerca de 20 mil pessoas protestam em frente ao Congresso Nacional. Foto: Agência BrasilTeresina, capital do Piauí, também é palco de manifestações. Foto: Raoni Barbosa/Futura PressManifestantes vão às ruas em Recife com bandeiras contra a corrupção, contra a PEC 37 e diversas outros pedidos. Foto: Leia JáManifestantes vão às ruas em Recife com bandeiras contra a corrupção, contra a PEC 37 e diversas outros pedidos. Foto: Leia JáManifestantes vão às ruas em Recife com bandeiras contra a corrupção, contra a PEC 37 e diversas outros pedidos. Foto: Leia JáManifestantes vão às ruas em Recife com bandeiras contra a corrupção, contra a PEC 37 e diversas outros pedidos. Foto: Leia JáManifestantes vão às ruas de Recife com bandeiras contra a corrupção, contra obras da copa, pedindo mais investimentos em Saúde e Educação, entre outros pedidos. Foto: Flavio Alves/AImagemFutura PressManifestantes vão às ruas de Recife com bandeiras contra a corrupção, contra obras da copa, pedindo mais investimentos em Saúde e Educação, entre outros pedidos. Foto: Flavio Alves/AImagemFutura PressManifestantes vão às ruas de Recife com bandeiras contra a corrupção, contra obras da copa, pedindo mais investimentos em Saúde e Educação, entre outros pedidos. Foto: Flavio Alves/AImagemFutura PressManifestantes vão às ruas em Fortaleza (CE). Foto: Roberto Vazquez/Futura PressManifestantes vão às ruas em Fortaleza (CE). Foto: Roberto Vazquez/Futura PressManifestantes vão às ruas em Fortaleza (CE). Foto: Roberto Vazquez/Futura PressManifestantes voltam às ruas no DF com bandeiras contra a PEC 37, "Fora Renan", contra obras da Copa e outras bandeiras. Foto: Nivaldo Souza/iG BrasíliaManifestantes voltam às ruas no DF com bandeiras contra a PEC 37, "Fora Renan", contra obras da Copa e outras bandeiras. Foto: Nivaldo Souza/iG BrasíliaManifestantes voltam às ruas no DF com bandeiras contra a PEC 37, "Fora Renan", contra obras da Copa e outras bandeiras. Foto: Nivaldo Souza/iG BrasíliaMesmo após a redução da tarifa de ônibus, manifestantes voltam às ruas no Rio de Janeiro contra várias outras bandeiras como a aprovação da PEC 37 e a corrupção  . Foto: Celso Barbosa/Futura PressMesmo após a redução da tarifa de ônibus, manifestantes voltam às ruas no Rio de Janeiro contra várias outras bandeiras como a aprovação da PEC 37 e a corrupção  . Foto: Murilo Rezende/Futura PressManifestantes vão às ruas em Salvador contra o aumento da tarifa de ônibus e várias outras bandeiras como a aprovação da PEC 37 e a corrupção  . Foto: Bahia Raul Golinelli/Futura PressManifestantes vão às ruas em Belém (PA) contra o aumento da passagem de ônibus e contra várias outras bandeiras como a cura gay e a corrupção  . Foto: Igor Mota/Futura PressManifestantes vão às ruas em Belém (PA) contra o aumento da passagem de ônibus e contra várias outras bandeiras como a cura gay e a corrupção  . Foto: Igor Mota/Futura PressManifestantes vão às ruas em Belém (PA) contra o aumento da passagem de ônibus e contra várias outras bandeiras como a cura gay e a corrupção  . Foto: Igor Mota/Futura PressManifestantes vão às ruas em Belém (PA) contra o aumento da passagem de ônibus e contra várias outras bandeiras como a cura gay e a corrupção  . Foto: Igor Mota/Futura Press

Após morte: Ribeirão Preto marca nova manifestação nesta sexta-feira

Ainda não está definido quem vai falar em nome do governo federal sobre os últimos acontecimentos ou se alguém vai falar. No Planalto, há duas correntes que permanecem discutindo se a presidente Dilma deveria responder aos episódios.

Há quem ache que, se ela convocar uma cadeia de rádio e TV para falar dos atos de violência e vandalismo vistos nos últimos dias, poderia trazer o problema para o seu colo. Mas há quem defenda que, de alguma forma, ela, ou alguém designado por ela, fale em nome do governo federal.

Na quinta-feira, cerca de 1 milhão de pessoas saíram às ruas em várias capitais - Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro entre elas - e em várias cidades em protestos tensos que terminaram com a morte de um adolescente em Ribeirão Preto, diversos feridos e locais depredados e saqueados.

A invasão ao Palácio do Itamaraty deixou as autoridades palacianas "assustadas" e chocadas". Elas consideraram este fato "muito grave". 

*Com informações da Agência Estado

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