Cláudio Fonteles deixa a Comissão Nacional da Verdade

Por iG São Paulo |

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Ex-procurador divergia de outros integrantes do grupo, mas alegou motivos pessoais para a saída do cargo

O ex-procurador da República Cláudio Fonteles enviou nesta terça-feira carta à presidente Dilma Rousseff para comunicar o afastamento da Comissão Nacional da Verdade. Fonteles divergia de outros integrantes do grupo formado em 2012 para investigar os crimes do Estado de 1946 a 1988, ao defender a divulgação e publicidade das investigações. Ele negou que a renúncia tenha sido motivada por divergências e alegou motivos pessoais para o desligamento. O governo ainda não se pronunciou sobre o desligamento.

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“Considerei, realmente, que o meu trabalho na Comissão da Verdade cumpriu-se, chegou ao fim. Entendi por razões estritamente pessoais que era o tempo de encerrar”, disse Fonteles em encontro do Colégio de Procuradores da República, que está reunido hoje em Brasília.

Fonteles, que já coordenou a comissão, considerou que sua saída não prejudicará os trabalhos do grupo. “Acho que já vi fiz um trabalho, participei de diversos debates no país, produzi 150 textos escritos. É o tempo. Tudo na vida tem o seu tempo. Não há seres humanos insubstituíveis. Outras pessoas virão e continuarão [as atividades].”

Com a saída dele, a comissão perde o segundo dos sete integrantes que começaram o trabalho em maio de 2012. O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Gilson Dipp foi o primeiro a deixar o grupo. As duas cadeiras estão vagas. Em nota, a coordenadora da comissão, Rosa Cardoso, disse que estava do mesmo lado de Fonteles.

"Lamento, profundamente, a saída de Cláudio e enfatizo que ele não teve, não tem e não terá nenhuma divergência comigo. Gostaria muito que ele continuasse conosco", destacou. A divergência do ex-procurador da República era com o diplomata e acadêmico Paulo Sérgio Pinheiro e e o advogado criminalista José Carlos Dias.

Com Agência Brasil e Agência Estado

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