Ideli evita falar sobre Eduardo Cunha e cobra 'responsabilidade' do PMDB

Por Luciana Lima - iG Brasília | - Atualizada às

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Em café da manhã com jornalistas, Ideli também disse que há uma disposição em 'criar crise onde não há'

A ministra Ideli Salvatti, da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), evitou falar da relação do governo com o líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ). Em café da manhã nesta quinta-feira, ela orientou os jornalistas a perguntarem ao próprio líder sobre essa relação e cobrou do PMDB “responsabilidade” com o governo.

“O PMDB é o partido do vice-presidente, tem vários ministros e é corresponsável pelo governo. Acredito que o PMDB tem suas responsabilidades”, disse.

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A ministra minimizou as insatisfações muitas vezes externadas pela bancada peemedebista na Câmara, e que ficou evidenciada na votação da MP dos Portos há duas semanas, quando o líder criticou publicamente a articulação política do Planalto. “Há uma vontade de criar crise onde não tem”, disse a ministra.

Na votação, governo derrotou por 210 votos contra e 172 a favor a emenda aglutinativa de Cunha à MP dos Portos e manteve o texto original. O governo venceu, mas Cunha conseguiu juntar em torno de seu nome a bancada da Câmara, que havia saído esfacelada da disputa pela liderança no início do ano.

Após ser aprovada no Congresso, a medida acabou vetada em 13 pontos pela presidente Dilma Rousseff. No café da manhã, Ideli também disse que se o Congresso Nacional derrubar esses vetos haverá uma judicialização do assunto. "Se derrubar, não duvido que isso será judicializado. E o Congresso tem de avaliar se quer continuar judicializando questões tão estratégicas”.

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"Quanto menos judicializar, melhor. Por enquanto temos uma lei em vigor, com alguns vetos, que foram vetos por inconstitucionalidade, vetos que tratam de assuntos que eram inegociáveis, porque dizem respeito ao poder concedente, que é da União, de renovar ou não determinados procedimentos de licitação e concessão", disse Ideli.

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