Direção nacional e PT de Pernambuco selam acordo por reeleição de Dilma

Por Ricardo Galhardo - iG São Paulo |

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Partido deu início a um processo de reconstrução no Estado após racha na eleição à Prefeitura de Recife; PT pernambucano vê Eduardo Campos como inimigo comum

Depois de uma disputa fratricida que levou à derrota na disputa pela Prefeitura de Recife e ao quase esfacelamento do partido em Pernambuco, o PT iniciou nesta quarta-feira um processo de reconstrução da unidade partidária no Estado.

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O presidente nacional do PT, Rui Falcão, e o secretário-geral, Paulo Teixeira, reuniram-se em Brasília com as principais forças do PT pernambucano, entre elas os ex-prefeitos João da Costa e João Paulo Lima, protagonistas da disputa que levou à derrota em 2012, o senador Humberto Costa e os deputados Fernando Ferro e Pedro Eugênio, presidente estadual do partido.

Segundo uma nota divulgada no início da noite, eles chegaram a um acordo em torno da construção de um palanque forte para a campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff no Estado e se comprometeram a realizar um Processo de Eleição Direta (PED) para a direção estadual com base no estatuto partidário, deixando de lado as disputas judiciais que marcaram a crise de 2012.

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De acordo com fontes que participaram da reunião, dois fatores ajudaram no acordo. O primeiro é a prioridade em reeleger Dilma. O segundo é a possível candidatura presidencial do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), considerado por ambos os lados em disputa como fomentador da desunião do PT pernambucano.

Os momentos de maior tensão aconteceram quando a conversa resvalou na eleição de 2012.

Depois que o ex-deputado Maurício Rands deixou o PT rumo ao PSB levando consigo o grupo de petistas mais próximo de Campos, o governador passou a ser visto como adversário comum tanto pelos partidários de João da Costa quanto pelos de João Paulo Lima.

“Demos um passo importante pela unidade do partido”, disse Teixeira, que passou as últimas três semanas dedicado a organizar a reunião.

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