Ministro é convocado pela Câmara para dar explicações sobre terras indígenas

Por iG São Paulo |

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Oposição questionará Gilberto Carvalho sobre desocupação da Fazenda Buriti, em Sidrolândia (MS), que resultou na morte de um índio e levou a Força Nacional à região

A Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (12), o requerimento de convocação do ministro chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, para prestar esclarecimentos sobre a política indigenista do governo federal. O requerimento de autoria do deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS) foi aprovado por 25 votos favoráveis e 10 contrários, do PT e PMDB.

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Os partidos que votaram contra queriam transformar a convocação em convite. Gilberto Carvalho teria aceitado participar da audiência como convidado no próximo dia 20 de junho (quinta-feira). No caso da convocação, a audiência deve ocorrer dentro de 30 dias.

O deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB-MS) argumentou, em defesa da convocação, que o ministro Gilberto Carvalho precisa explicar a declaração de que a presidente Dilma teria dito ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que teria sido melhor a Polícia Federal (PF) não ter cumprido a desocupação da Fazenda Buriti, em Sidrolândia (MS), onde morreu um índio vítima de tiro. Para evitar novos confrontos, 110 homens e 16 viaturas começaram policiamento ostensivo e preventivo na região esta semana.

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Outra tribo descontente com o governo realizou protesto no Palácio do Planalto na semana passada. Em Brasília, os índios mundurukus fizeram ato contra diversos projetos do governo para a construção de usinas hidrelétricas na região amazônica. Durante a manifestação, os índios, que também são contra as novas regras de demarcação de terras indígenas, quiseram entregar uma carta à presidente Dilma Rousseff, mas foram impedidos pela polícia. O grupo ameaçava voltar a ocupar o Canteiro Belo Monte, principal local de obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), caso as obras não sejam paralisadas.

Com Agência Estado


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