Cachoeira usa jornal para defender mulher e atacar governo de Goiás

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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‘Um homem de verdade não tem o direito de continuar a ver o sol nascer se não defender a honra de sua mulher’, diz bicheiro ao reclamar de tratamento dado a Andressa

O bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, condenado a quase 40 anos de prisão, usou a sua coluna semanal no jornal Diário da Manhã desta terça-feira (11) para defender a mulher Andressa Mendonça de tratamento dado a ela pelo governo de Goiás. Cachoeira chama de “inconcebível” a negativa do Palácio das Esmeraldas de que Andressa havia sido convidada para um evento beneficente. “Não nos faltem com o respeito. Andressa não foi e jamais iria a um lugar em que não fosse convidada. Até porque não precisamos passar por penetras em lugar algum”.

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Futura Press
Andressa e Cachoeira na cerimônia de casamento na casa dele, em Goiânia, no ano passado

E continuou: “Dizer que minha esposa não foi convidada a comparecer a um desfile no Palácio das Esmeraldas, residência oficial do mandatário maior do Estado, equivale a dizer que ela entrou sorrateira pela porta dos fundos e que não estava na prestigiada lista de quem era recebida pela organizadora maior da dita festa, a primeira-dama do Estado”.

Cachoeira disse no artigo que está pronto para o embate para defender sua mulher e que o céu será o seu limite. “Um homem não pode jamais permitir que sua companheira, sua cara-metade, sua alma gêmea, a mulher a quem ele devota amor seja ofendida de qualquer maneira que for. (...) um homem de verdade não tem o direito de continuar a ver o sol nascer se não defender a vida, a dignidade e a honra de sua mulher”, afirmou o bicheiro no jornal.

Ao atacar o governo, diz que a verdade “mostrará ao povo goiano os erros cometidos” e lança o desafio: “Se quiserem saber onde estão os maiores problemas e as principais sangrias dentro desse governo é só encarar a briga que estou pronto para o embate”. O iG tentou falar com a assessoria de imprensa do governo de Goiás, mas não obteve resposta.

Em dezembro, Cachoeira foi condenado em dezembro a 39 anos e 8 meses de prisão por crimes como corrupção ativa, formação de quadrilha e peculato. Após essa sentença, em março, a Justiça Federal condenou o grupo do bicheiro à perda de bens que ultrapassavam o valor de R$ 100 milhões em nome de “laranjas” e de empresas ligadas à organização criminosa do contraventor. Ano passado, Cachoeira foi alvo de uma CPI, mas o relatório final não teve resultados práticos.

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