Com 34%, Haddad é o prefeito com melhor avaliação em início de mandato em SP

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Levantamento do Instituto Datafolha ouviu eleitores durante os dois dias de protesto contra o aumento da passagem de ônibus; aprovação do petista cresceu de 31% para 34%

O petista Fernando Haddad é o prefeito de São Paulo com melhor avaliação em início de gestão de primeiro mandato desde Jânio Quadros, em 1986, quando o índice começou a ser medido, segundo pesquisa Datafolha, divulgada nesta segunda-feira (10). Para 34% dos moradores, a gestão de Haddad é considerada ótima ou boa. José Serra, do PSDB, é o segundo mais bem avaliado, com 30% em 2005.

Houve crescimento na aprovação do governo petista: de 31% para 34%. A avaliação negativa da gestão de Haddad também cresceu de 14% para 21% em dois meses.

Agência Brasil
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A nota média que o governo Haddad recebeu da população caiu de 5,9, para 5,4. Em outra pergunta, 58% dos paulistanos disseram que o novo governo fez menos do que se esperava. Em abril, eram 49%.

A pesquisa ouviu 1066 entrevistados durantes os dias 6 e 7 deste mês e possui margem de erro de três pontos percentuais.

Contexto

Entre a primeira pesquisa em abril e a realizada na semana passada, Haddad enfrentou uma greve dos professores durante 23 dias em maio. Também neste meio tempo, o prefeito anunciou aumento do piso salarial dos servidores municipais e novas regras para inspeção veicular.

As entrevistas foram realizadas nos dias em que manifestantes pararam as principais vias de São Paulo em protesto contra o aumento da passagem de ônibus e metrô.

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Quinta: Protesto contra aumento de tarifa tem confronto com Tropa de Choque

Para esvaziar os protestos, tropas de choque da Polícia Militar usaram bombas de gás lacrimogênio e balas de borracha contra os manifestantes, que foram acusados de vandalismo por suas ações na última quinta-feira.

Haddad adiou o aumento previsto para janeiro para junho, e negociou com as concessionárias e o pediu auxílio ao governo federal para reduzir o aumento necessário, projetado para R$ 3,40.

Com ajuda de uma Medida Provisória que desonerou as concessionárias de transporte público, a prefeitura anunciou um aumento de 6,7% (de R$ 3 para R$ 3,20), menor que a inflação acumulada no período desde o último aumento em janeiro de 2011, de 15,5%.

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