Levantamento realizado pelo Instituto Datafolha mostra que o governador tucano se reelegeria ainda no primeiro turno, caso as eleições fossem hoje

A administração do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), é aprovada por 52% dos paulistas, é o que aponta uma pesquisa do Instituto Datafolha realizada entre os dias 6 e 7 de junho.

A nova avaliação é quatro pontos percentuais maior do que o obtido na última pesquisa , realizada em março de 2011, quando o governo tucano atingiu 48% de aprovação.

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O levantamento ouviu 1.642 eleitores, em 43 municípios paulistas, e tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB)
Divulgação
O governador Geraldo Alckmin (PSDB)


A administração de Alckmin é mais bem avaliada no interior, onde é considerada como “ótima” ou “boa” por 60% dos entrevistados. Na capital, a proporção é de 42% dos entrevistados.

As taxas de “regular” (31%) e de “ruim ou péssimo” (15%) permaneceram estáveis desde 2011, e oscilaram dentro da margem de erro da pesquisa.

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Os entrevistados mais críticos ao governo Alckmin são entrevistados os mais escolarizados – 24% avaliam o governo como “ruim ou péssimo” – e os com renda mais alta. Entre aqueles que possuem renda familiar mensal de cinco a dez salários mínimos, 24% avaliam desaprovam o governo, enquanto 34% o veem como “regular”. Entre os entrevistados com renda familiar mensal superior a dez salários mínimos, 19% avaliam a gestão como “ruim ou péssima” e 31% como regular.

A nota média do governo após quase dois anos e meio de governo ficou em 6,2, valor abaixo da pesquisa anterior, era 6,4.

No intervalo entre as duas pesquisas, Alckmin enfrentou uma crise na Segurança do Estado e precisou trocar o secretário da pasta para tentar conter uma onda de violência que resultou em diversas chacinas e mortes de policiais. Mesmo com a troca, o aumento no número de latrocínios mostra que a área ainda é um desafio para o governo paulista.

Nas urnas

Em projeções realizadas pelo Datafolha, caso a eleição fosse hoje, Alckmin seria reeleito governador ainda no primeiro turno.

Em um dos cenários simulados na pesquisa estimulada, o tucano ganharia com 42% contra 26% do ex-presidente Lula (PT), 13% de Paulo Skaf (PMDB) e 6% do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (PSD).

Com o ministro da Educação Aloizio Mercadante (PT) na disputa, Alckmin levaria 50% do eleitorado, contra 15% de Skaf, 11% do petista e 8% de Kassab.

Com o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo (PT) na disputa, Alckmin levaria 52% do eleitorado, contra 16% de Skaf, 8% de Kassab e 5% do petista.

No último cenário, com o ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT) na disputa, Alckmin levaria 52% do eleitorado, contra 16% de Skaf, 9% de Kassab e 3% do petista.

Já na pesquisa espontânea em que os eleitores falam suas preferências sem que o entrevistador sugira nomes de possíveis candidatos, Alckmin apareceu com 19% das intenções de voto, contra 4% de José Serra.

Lula, Mercadante, Skaf a ministra da Cultura Marta Suplicy (PT), o ex-deputado federal Celso Russomano (PRB), o ex-prefeito Paulo Maluf (PP) aparecem, cada um, com 1% das intenções de voto.

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