Na TV, Aécio Neves usa inflação para criticar governo Dilma Rousseff

Por Agência Estado - |

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O PSDB também usou seu programa de TV para apresentar ao eleitor de fora de Minas Gerais as realizações do presidenciável Aécio Neves à frente do governo do Estado

Agência Estado

L. Adolfo/Futura Press
Aécio e Dilma se cumprimentam em cerimônia de abertura da ExpoZebu, em Uberaba, Minas Gerais

O PSDB usou seu programa de TV que foi ao ar na noite de quinta-feira (30) para apresentar ao eleitor de fora de Minas Gerais as realizações do senador Aécio Neves (PSDB-MG) à frente do governo do Estado e para tentar desgastar o governo de presidente Dilma Rousseff (PT) ao explorar o aumento da inflação.

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Além disso, os tucanos apostaram no tema do fomento ao empreendedorismo como um contraponto aos programas de transferência de renda do governo petista, que tem neles seus "carros-chefes", como o Bolsa Família e o Brasil Carinhoso.

Criticado por petistas por não ter usado palavras como "povo" e "pessoas" em seu discurso crítico aos dez anos do PT no poder, feito na tribuna do Senado em fevereiro, o presidente nacional do PSDB apareceu no programa visitando a população do interior de Minas e também em uma roda de conversa com um grupo de eleitores.

Gabriela Bilo/Futura Press
Aécio Neves no velório de Roberto Civita

Aécio também aparece dentro de um carro em movimento, no qual percorre o Estado. De saída de São João del-Rei, logo no início, fala do avô, Tancredo Neves, e diz ter sido um "espectador privilegiado" da luta pela democracia por ter estado ao lado dele e de Ulysses Guimarães. O mineiro usa calça jeans e camisa para fora da calça.

Em deferência ao PSDB paulista, em parte resistente à candidatura de Aécio, o programa mostrou, ao final, trechos dos discursos do ex-governador José Serra, do atual governador, Geraldo Alckmin, e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na convenção tucana que elegeu o mineiro presidente do partido há duas semanas.

Presidente Dilma

Na conversa com eleitores, o assunto foi a inflação. Uma mulher pergunta se os salários diminuíram ou se o custo de vida aumentou. Uma segunda reclama que o salário "não chega até a metade do mês, não dá nem para pagar as contas". Uma terceira sustenta, em referência ao fruto que encarnou a alta dos preços, que "a sensação é de abuso, porque o tomate chegou a R$ 10 o quilo".

"Muito preocupado" com "a questão muito grave", porque penaliza os pobres, o senador afirma que "a inflação deve ser tratada com tolerância zero". "É preciso que o governo dê o exemplo."

"Um governo que gasta mais do que arrecada é o governo que vai estar ao final estimulando a inflação", diz Aécio aos eleitores. O tucano ainda recupera o Plano Real, "o mais exitoso plano de controle da inflação",  para defender a tese de que "tudo o que veio depois, veio com a estabilidade". "A gente não teria os investimentos que o Brasil teve se não tivesse estabilidade. Não ia ter os programas de transferência de renda."

Ele ainda critica a duração destes últimos. "É preciso trabalhar para a superação real da pobreza, criando condições para que as pessoas possam trabalhar e crescer na vida. Não acho que a herança que um pai de família pode deixar para seu filho seja o cartão do Bolsa Família".

O programa mostra uma artesã e um produtor rural mineiros que sustentam ter se desenvolvido profissionalmente a partir de ações de Aécio como governador - a primeira, porque o governo estimulou um circuito de artes; o segundo, porque fez estradas para escoar a produção.

O mineiro também voltou a defender o setor privado, tema abandonado pelos tucanos desde a eleição presidencial de 2002. Segundo Aécio, esse setor "é essencial" e não pode "ser tratado como inimigo". 

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