Polícia Federal indicia 22 pessoas no Acre por fraudes em licitações

Por Agência Estado |

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Entre os indiciados por formação de um suposto cartel para fraudar licitações e contratos no governo do Acre está sobrinho do governador Tião Viana - Tiago Viana - e dois secretários

Agência Estado

A Polícia Federal indiciou, na segunda-feira (27) 22 pessoas por formação de um suposto cartel para fraudar licitações e contratos no governo do Acre, entre eles um sobrinho do governador Tião Viana (PT) - Tiago Viana - e dois secretários de Estado. No documento, a PF anexou um relatório complementar com citações ao governador e uma conversa telefônica dele com um dos investigados para que o Tribunal de Justiça avalie se abre apurações sobre seu suposto envolvimento no caso ou encaminha o material ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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"Ficou caracterizado, com os documentos e depoimentos a formação do cartel. No material apreendido na casa dos empresários e nas secretarias do Estado, constatamos não só a participação de agentes públicos, mas também o envolvimento deles no planejamento do esquema investigado", afirmou o delegado Maurício Moscardi, chefe da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado.

"Em conluio eles simulavam competições nas licitações do Estado", informa o inquérito da PF. Para isso, conforme as investigações, os indiciados se valiam do trânsito que tinham dentro do poder público. Dos 22 indiciados, 15 foram presos preventivamente no dia 10, quando foi deflagrada a operação. Nove são pessoas próximas ao governador e ao seu irmão, o ex-governador e atual senador Jorge Viana (PT-AC). O governador e o senador já negaram qualquer envolvimento no caso ou irregularidades.

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A PF ressalta que, "apesar de constar áudios em que o governador manteve contato com alvos da operação, ou em que foi citado", ele não foi investigado. Segundo Moscardi, cabe à desembargadora Denise Bonfim, do TJ do Acre, e ao STJ a adoção de eventuais providências.

Dos presos, apenas o sobrinho do governador foi solto por decisão do STJ. Ele, porém, está impedido de voltar a ocupar cargo no Executivo estadual. As informações são do jornal 'O Estado de S. Paulo'.

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