Segundo ex-presidente, as práticas políticas do Brasil hoje 'são deformadas' e País não tem presidencialismo de coalizão

Brasil Econômico

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse nesta segunda-feira (27) durante café da manhã com acadêmicos da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) que o Brasil vive, especialmente desde o primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, "uma regressão política para a república velha".

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Segundo o ex-presidente, o Brasil não tem hoje um presidencialismo de coalizão. "O que existe são dois lados. Governo e oposição". Ainda de acordo com FHC, as práticas políticas do Brasil hoje "são deformadas". 

FHC foi uma das estrelas da convenção do PSDB que elegeu o senador Aécio Neves (PSDB-MG) para o comando do partido na semana passada. Em clima de campanha, o candidato à Presidência em 2014 fez questão de resgatar o legado do ex-presidente ao mirar o PT.

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O tucano citou o Plano Real como o "maior programa de transferência de renda" do País e concluiu que o DNA do PSDB "está em todos os programas de transferência de renda reunidos no Bolsa Família". A defesa de Aécio marca uma mudança de postura do PSDB, que, nas eleições de 2006 e 2010, quando Geraldo Alckmin e José Serra saíram candidatos respectivamente, escondeu o legado do ex-presidente.

Apesar de ter seu legado político resgatado por Aécio, FHC afirmou que não planeja participar da campanha presidencial do ano que vem. “Não é meu papel ser agitador político. Tem gente que gosta disso. O Lula, por exemplo, gosta. Mas não faz meu estilo”, disse.

Questionado sobre a possível saída de José Serra do PSDB, o ex-presidente foi enfático. “Não acredito que ele deixará o partido. O Serra é um ser racional”. Para FHC, o ex-governador paulista pode contribuir “em vários setores”, mas ainda é muito cedo para a definição de candidaturas.

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