Cabral descarta dois palanques no Rio caso Lindbergh mantenha candidatura

Por Luciana Lima - iG Brasília | - Atualizada às

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As reclamações do governo teriam sido a tônica do jantar oferecido por Temer no Palácio do Jaburu; governador do Rio, no entanto, não foi o único a reclamar da aliança prioritária

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), descartou a possibilidade de haver no Estado dois palanques na campanha presidencial no ano que vem. A reclamação teria sido a tônica do jantar com peemedebistas oferecido na terça-feira pelo vice-presidente Michel Temer, no Palácio do Jaburu. Cabral sinalizou que, caso o PT mantenha a candidatura do senador Lindbergh Farias ao governo, o PMDB local não estará no palanque de Dilma.

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Cabral argumentou no encontro do partido o que havia argumentado com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em outro jantar oferecido ao ex-presidente em sua casa, no Rio de Janeiro. O governador considera que Lula teve o direito de fazer sua sucessora ao final do segundo mandato e, portanto, ele também tem o mesmo direito.

Agência Brasil
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral

Tão logo se definiram as eleições municipais no ano passado, o governador lançou seu vice, Luiz Fernando Pezão, como o candidato da parceria entre PT e PMDB ao Palácio das Guanabara, em 2014. No jantar na casa de Cabral, Lula teria dito ao governador que a situação do Rio de Janeiro estará resolvida até dezembro.

Na argumentação, Cabral teria sustentando ainda que se Dilma Rousseff pode subir em um palanque de manhã e em outro de noite, ele também pode subir em outro palanque, de manhã, de tarde e de noite.

Quem esteve no jantar dos peemedebistas informou que o vice-presidente Michel Temer não ousou dizer uma palavra sobre as reclamações de Cabral. Temer apenas acompanhou tudo balançando a cabeça. Uma liderança importante do PMDB disse que o vice de Dilma “ficou rouco de tanto ouvir”. A única posição declarada por Temer no jantar é de que o partido deveria se reunir mais até chegar a uma solução.

O governador fluminense não foi o único a reclamar da parceria com o PT no âmbito local. A governadora do Maranhão, Roseana Sarney, teria informado as dificuldades em se aproximar do PT em seu Estado, já que o partido está disposto a apoiar o candidato do PCdoB, Flávio Dino, contrário ao governo peemedebista. Roseana lançou mão de um argumento que pretende colocar na mesa de negociações: o de que Dilma obteve no Maranhão a mesma quantidade de votos que perdeu em São Paulo em 2010.

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Outro governador que apresentou suas reclamações em relação à aliança prioritária estabelecida com os petistas foi o do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, que terá que se confrontar com a candidatura do senador Delcídio Amaral (PT) ao governo. Puccinelli, no entanto, não chegou ao ponto de ameaçar com a retirada do palanque para a chapa nacional. Mais ameno, o governador disse que “montará o palanque para o vice-presidente Michel Temer”.

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