Nos planos de Eduardo Campos, PPS e DEM fazem promessa de união a Aécio

Por Marcel Frota - iG Brasília | - Atualizada às

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Roberto Freire e José Agripino, presidentes respectivamente do PPS e do DEM, anunciaram seu apoio a Aécio Neves durante convenção do PSDB; assista

Dois representantes de aliados históricos do PSDB que estiveram na convenção tucana realizada no início da tarde deste sábado (18) em Brasília sinalizaram estar com Aécio Neves para a corrida eleitoral de 2014. O presidente nacional do DEM, senador José Agripino, e o deputado federal Roberto Freire, presidente nacional do PPS, em diferentes momentos falaram em estar do mesmo lado do PSDB no ano que vem. O curioso é que ambos são flerte do governador pernambucano Eduardo Campos (PSB).

Veja os discursos de José Agripino e Roberto Freire:

Agripino abriu sua fala com um afago especial para o "sempre presidente Fernando Henrique Cardoso" e foi portador de um abraço especial para Aécio do prefeito soteropolitano, Antônio Carlos Magalhães Neto. A partir daí, o senador mirou no PT e disse que "enquanto 'eles' fizeram
o que fazíamos, levaram o Brasil para frente".

Veja a cobertura da convenção do PSDB:
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"Quando sentaram na cadeira, passado uns meses ou um ano, botaram as garras de fora e começaram a agigantar o estado", disse Agripino em referência aos 39 ministérios da gestão da presidente Dilma Rousseff (PT).

O líder do DEM terminou seu discurso e sua crítica ao PT dizendo que o partido da presidente volta a adotar o modelo usado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de concessões e privatizações. "Estão agora voltando ao nosso modelo. E por que é que estou aqui? Porque sempre estive aqui. Aqui é o meu lugar", afirmou Agripino.

A fala do líder do DEM tem um simbolismo importante, uma vez que o partido tem sido sondado pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), que busca em antigos aliados do PSDB, construir uma parte de seu leque de aliados para a disputa de 2014.

Freire e o PPS
O PPS, que aguarda a tramitação para a obtenção oficial do registro do Mobilização Democrática (MD), partido que surge a partir da fusão com o PMN, também enfrenta um dilema interno sobre que lado apoiar em 2014. Muitos correligionários de Freire defendem uma aliança com Campos e não com Aécio.

Sem Maia, ao falar como representante do DEM foi mais efusivo, Freire não deixou de acenar aos "companheiros" tucanos na casa do anfitrião. "Ouvi aqui dizer que podemos estar juntos com Aécio. Podemos. Aliás, estivemos juntos lá em Minas, no Brasil, nas últimas duas eleições presidenciais. E estaremos em 2014, sem nenhuma dúvida", disse Freire.

A tese do presidente do PPS é construir uma unidade entre os partidos de oposição ao PT para a corrida eleitoral do próximo ano. E ele reforçou essa ideia no ninho tucano. Freire aproveitou para criticar a nova lei que tira dos novos partidos o direito de obter tempo de TV e verbas do fundo partidário a partir da adesão de parlamentares a esses novos partidos durante uma legislatura, projeto que mina a criação de seu MD. E apesar da empolgação da platéia diante das promessas de parceria, Freie fez questão que a tarefa em 2014 "não será fácil".

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