Planalto não entrará em choque com PMDB por causa de MP dos Portos

Por Luciana Lima - iG Brasília |

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Depois de votação tumultuada na Câmara, o governo reconhece falhas na articulação com Congresso. A ordem, no entanto, é olhar para frente e evitar revide com PMDB

Depois de reconhecer nos bastidores que houve falha na articulação do governo durante as negociações com o Congresso da Medida Provisória 595, a ordem no Palácio do Planalto é olhar para frente e não entrar no revide com o PMDB que, na última hora, foi fundamental para aprovar a medida na Câmara e no Senado. A proposta, conhecida como MP dos Portos foi aprovada no Senado com 53 votos a favor, sete contrários e cinco abstenções.

A votação: Senado aprova MP dos Portos

Mesa diretora comemora aprovação da MP dos Portos. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaSenadora Kátia Abreu (PSD-TO). Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIASenadora Vanessa Grazziotin (PCDoB-AM). Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIASenador Aécio Neves (PSDB-MG) discursa. Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIASenador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) observa o líder do PSDB Aloysio Nunes Ferreira (SP) discursando . Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIASenador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) durante seu discurso. Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIASenador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e senador Gim Argello (PTB-DF) . Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIASenador Aécio Neves (PSDB-MG) e o senador Eduardo Braga (PMDB-AM). Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIAO presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), senador Eduardo Braga (PMDB-AM) e senador Romero Jucá (PMDB). Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIASenador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP). Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIASenador José Agripino Maia (DEM-RN). Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIA

No final das contas, manter a boa relação e a aliança prioritária com o PMDB para a reeleição de Dilma, com Michel Temer como vice, foi considerada a melhor opção, mesmo diante dos desencontros registrados inicialmente na Câmara com o líder do PMDB Eduardo Cunha.

A condução das negociações da medida, editada no ano passado, esteve todo tempo a cargo da ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, que jogou duro ao recuar em pontos que, segundo líderes no Congresso, já estavam acertados com representantes dos trabalhadores, empresários e congressistas.

Há a avaliação na base do governo de que as dificuldades para aprovar a proposta ocorreram muito mais pela articulação desastrada do Planalto nessa matéria do que pela relação com o maior partido aliado, o PMDB e pelas articulações conduzidas pelo seu líder, Eduardo Cunha (RJ) que relatou a proposta na Câmara.

Falha na articulação política leva Planalto a se render a Eduardo Cunha

O cronograma traçado pelo próprio governo que incluía a apresentação do relatório no dia 3 de abril e a votação da matéria no dia 10 de abril foi cumprido e a medida só entrou em votação na Câmara às vésperas de perder a validade.

Somando o tempo das sessões de votação na Câmara foram 41 horas na terça e na quarta-feira. Nesta quinta, último dia de vigência da MP, oposição e governo se enfrentaram por quase oito horas sobre a matéria até aprová-la, a toque de caixa.

O presidente do Senado, Renan Calheiros, apesar de ter cumprindo o compromisso com o Planalto de votar a matéria antes do prazo validade de medida protestou contra a demora do governo em fechar um acordo e encaminhar a matéria. Ele disse que seria a última vez que colocaria uma matéria em votação nessas condições e que, daqui para frente, as medidas serão apreciadas com um prazo mínimo de sete dias de chegada ao Senado

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